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"Do ponto de vista militar, a Rússia é problemática para a Europa"

Paulo Portas comentou esta segunda-feira, na TVI, a relação entre o espaço democrático do Atlântico Norte e a Rússia.

"Do ponto de vista militar, a Rússia é problemática para a Europa"
Notícias ao Minuto

22:28 - 08/04/19 por Anabela Sousa Dantas 

Mundo Paulo Portas

Paulo Portas esteve esta segunda-feira como convidado do espaço de comentário de Miguel Sousa Tavares, na antena da TVI, onde se debruçou sobre a relação entre a Rússia e a Aliança Atlântica, no mês em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO, na sigla em inglês) celebra 70 anos de existência.

Quando questionado sobre se a Rússia é uma ameaça para o espaço europeu, o antigo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros respondeu que “a Rússia enquanto poder militar ainda é, em boa parte, herdeira da União Soviética”.

“A Rússia é o país do mundo que tem mais ogivas nucleares”, acrescentou, lembrando ainda o recente teste de um novo míssil, alegadamente, à revelia das regras internacionais.

Assim sendo, disse Paulo Portas, “do ponto de vista militar, sim, a Rússia é problemática para a Europa”. O antigo líder do CDS-PP refere que, embora já não exista o Pacto de Varsóvia ou a União Soviética, “existem contenciosos bastantes sérios que a Europa tem com a fronteira russa”, enumerando, por exemplo, os casos da Crimeia e de Sebastopol.

Sobre a forma como a Europa se relaciona com a Rússia, tomando-a como uma potencial ameaça, Paulo Portas citou o caso alemão como paradigmático. “A Alemanha tem uma estratégia de conduzir a sua dependência energética para o gás da Rússia. É por isso que há um projeto chamado Nord Stream 2, que é um dos irritantes muito sérios entre os Estados Unidos e a Europa”, indicou.

O ex-político sublinha, então, que “quando se depende energicamente da Rússia” terá que existir um amenizar de tensões, mas se a Europa necessitasse de “uma defesa autónoma face à Rússia”, sem os Estados Unidos, “só há três países que podiam estar empenhados nisso, com força suficiente em termos financeiros e militares”.

“O Reino Unido não quer nem ouvir falar de defesa sem os EUA, a França gostaria de ter uma defesa sem os EUA mas não pode pagá-la e a Alemanha pode pagá-la mas não quer nem ouvir falar de defesa. As coisas muito pragmaticamente resumem-se assim: teremos que continuar a ter uma aliança com os EUA se queremos que os russos percebam que além de certos limites não podem passar”, terminou.

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