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Preso aos 17 anos por roubar bicicleta continua na cadeia 12 anos depois

A pena cumprida por Wayne Bell já se estendeu mais do que penas aplicadas a homicidas ou a violadores.

Preso aos 17 anos por roubar bicicleta continua na cadeia 12 anos depois

Wayne Bell, na altura com 17 anos, esmurrou um jovem e roubou-lhe a bicicleta num parque a sul de Manchester, no Reino Unido. A polícia viu tudo e o adolescente foi condenado em março de 2007 a uma pena de prisão.

O tipo de pena a que foi condenado já foi entretanto desacreditado e abolido mas, no entanto, 12 anos depois Wayne continua atrás das grades. Tendo em conta que um recluso normalmente cumpre metade da pena, neste momento o jovem já cumpriu o equivalente a 24 anos de pena, mais tempo de prisão do que um assassino ou um violador.

Em declarações ao Manchester Evening News, o pai do jovem, Carl, lamentou que o filho nunca tenha tido uma vida normal, uma namorada ou um trabalho. Segundo o homem, o filho, agora com 29 anos, perdeu muito peso e está "pele e osso" ao longo dos anos.

As suas hipóteses de ser libertado têm diminuído à medida que os seus pedidos vão sendo continuamente rejeitados pela Comissão da Liberdade Condicional do Reino Unido.

O tipo de pena dado a Wayne foi a chamada pena de Prisão para Proteção Pública que implicava que os visados fossem condenados a penas mínimas, normalmente de poucos anos, mas que depois disso convencessem o tribunal de que já era seguro libertá-los. Se não conseguissem, ficavam atrás das grades. No entanto, o sistema apresentou vários problemas, nomeadamente o facto de não terem sido disponibilizados aos reclusos cursos para que pudessem provar estar reabilitados.

No caso de Wayne, este tinha de cumprir quatro anos de prisão antes de a comissão reavaliar pela primeira vez a possibilidade de usufruir de liberdade condicional. Mas até agora os vários pedidos, que foi submetendo de dois em dois anos, têm sido rejeitados, ao ponto de já estar preso há 12 anos. Ao perder a esperança de ser libertado e com a revolta acumulada, o jovem envolveu-se em desavenças dentro da cadeia e com cada luta as suas chances de ser libertado diminuem cada vez mais.

Esta sentença de Prisão para Proteção Pública foi abolida há sete anos pelo Tribunal Europeu por não respeitar os direitos humanos. Mas essa abolição não tem efeitos retroativos, por isso, conta o Mirror, ainda hoje há mais de 2.489 reclusos com esse tipo de pena.

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