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Brexit: Negociações entre Governo e trabalhistas devem ser retomadas hoje

As negociações entre o Governo e o partido Trabalhista deverão ser retomadas hoje para tentar encontrar um plano que convença os líderes europeus a aceitarem adiar novamente o 'Brexit', atualmente previsto para sexta-feira.

Brexit: Negociações entre Governo e trabalhistas devem ser retomadas hoje
Notícias ao Minuto

11:18 - 08/04/19 por Lusa

Mundo adiamento

"As negociações com o 'Labour' estão em curso e penso que vão continuar hoje", adiantou hoje o ministro da Cultura, Jeremy Wright, à estação de televisão pública BBC.

Wright vincou que "todos precisam de fazer compromissos, não é só o Governo. E precisamos todos de encontrar um caminho em frente".

Um terceiro dia de negociações acabou na sexta-feira com "desilusão" pela parte do principal partido da oposição, que acusou o Governo de não ceder nem oferecer mudanças nas posições relativas ao 'Brexit'.

"Não vi nenhuma grande mudança na posição do Governo até agora", afirmou o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, no sábado. "Estou à espera de ver as linhas vermelhas moverem-se".

O partido Trabalhista tem advogado uma união aduaneira com a UE, mas a consequência é a impossibilidade de negociar acordos comerciais com países terceiros, uma pretensão de Theresa May e de muitos do seu partido Conservador.

"Se o Reino Unido se comprometer a ficar na união aduaneira, tornaria o resultado do referendo [de 2016] totalmente absurdo. Ficaríamos fora da UE, mas de muitas formas ainda sob as ordens da UE. Seria o pior de dois mundos, não apenas agora, mas para sempre", escreveu hoje o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson no jornal Daily Telegraph.

Se as negociações entre o Governo e a oposição falharem, a primeira-ministra sugeriu submeter várias opções aos deputados sobre as futuras relações entre o Reino Unido e da União Europeia.

O Parlamento britânico chumbou três vezes o Acordo de Saída negociado por May com Bruxelas e, apesar de o número de votos contra ter decrescido, a própria primeira-ministra reconhece que continua a ser improvável a aprovação.

Entretanto, ainda hoje poderá ser aprovado na Câmara dos Lordes e homologado pela rainha, Isabel II, um projeto de lei para obrigar a primeira-ministra a pedir uma nova prorrogação da data de saída da UE, originalmente prevista para 29 de março, mas entretanto adiada para 12 de abril.

Theresa May já tinha anunciado na semana passada que pretendia pedir uma nova extensão "o mais curta possível" com o objetivo de evitar a realização de eleições europeias em maio, tendo então iniciado as negociações com o 'Labour'.

Porém, a decisão sobre o prolongamento e a respetiva duração cabe aos líderes dos 27 Estados membros, que vão reunir-se na quarta-feira num Conselho Europeu de emergência em Bruxelas.

"O que nós queremos é evitar uma extensão que deixe o caminho aberto a mais indecisão e incerteza", explicou à estação irlandesa RTE no sábado o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, que hoje recebe em Dublin o negociador-chefe da UE, Michel Barnier.

Porém, Varadkar também considerou "altamente improvável" que algum dos países use o veto que force uma saída sem acordo.

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