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Um em cada três brasileiros está com Bolsonaro: Ditadura é para celebrar

Resultados de sondagem Datafolha referem que 57% dos brasileiros está contra as celebrações da ditadura militar.

Um em cada três brasileiros está com Bolsonaro: Ditadura é para celebrar

Jair Bolsonaro queria que o dia 31 de março de 1964, data do golpe que levou o Brasil a um período de ditadura militar, passasse a ser celebrado. As celebrações deste ano acabaram por não o ser, após uma juíza ter rejeitado um pedido com carácter urgente do governo de Bolsonaro.

Agora, uma sondagem levada a cabo pela Datafolha sugere que, apesar da eleição, muitos brasileiros não partilham da opinião de Bolsonaro, com a rejeição a confirmar-se nos diferentes estratos sociais e faixas etárias.

A sondagem em causa refere que 57% dos brasileiros acha que a ditadura militar não é motivo de celebração, ao passo que 36% consideram que é. Outros 7% não souberam responder ou não quiseram opinar sobre o tema.

Recorde-se que o presidente do Brasil, que já foi acusado de negar os factos, é um adepto da ditadura militar que vigorou no Brasil durante mais de 20 anos. 

Ao longo dos anos fez vários comentários favoráveis à ditadura. Correu mundo o facto de ter dedicado o seu voto a favor do impeachment de Dilma Roussef celebrando Carlos Ustra, condenado por ser torturador durante a ditadura militar.

Em 2014, a Comissão da Verdade listou 434 mortes atribuídas diretamente à ditadura militar brasileira, um número que terá sido superior dado o número de desaparecidos e dos registos históricos de ocultação de corpos. Nestes números não se incluem os referentes à morte, exploração e tortura de índios, que terão sido muito superiores.

Saliente-se que no Brasil registaram-se ainda casos de detenção, tortura e exílio de crianças, algumas em idade de gatinhar. Apesar dos argumentos a favor da segurança no tempo da ditadura, na verdade foi precisamente com o regime militar que a criminalidade violenta começou a subir.

O início da ditadura implicou o derrube do governo de João Goulart, o então presidente democraticamente eleito do país. Sob o comando de sucessivos governos militares, a ditadura militar brasileira vigorou até 15 de março de 1985, altura em que se deu um período de transição que envolveu a amnistia de militares que colaboraram com o regime ditatorial.

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