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EUA anunciam novas sanções a empresas e embarcações venezuelanas

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sexta-feira novas sanções impostas contra 34 embarcações propriedade ou operadas pela estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) e duas outras empresas que transportam petróleo venezuelano para Cuba.

EUA anunciam novas sanções a empresas e embarcações venezuelanas

"Os EUA continuam a tomar medidas enérgicas conta o regime ilegítimo do 'ex-presidente' Nicolás Maduro, não apenas para isolar as empresas corruptas da Venezuela, mas também para atacar os simpatizantes de Maduro em Havana, que continuam a permitir a opressão do povo da Venezuela", explica o Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA.

Num comunicado, publicado na internet, o Tesouro norte-americano explica que a "Cuba tem sido uma força que tem potenciado e alimentado a crise da Venezuela".

"O Departamento do Tesouro está a tomar medidas contra as embarcações e entidades que transportam petróleo, proporcionando uma tábua de salvação para manter a 'flutuar' o regime ilegítimo de Maduro", explica-se no comunicado, citando declarações do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Segundo aquele responsável a "Cuba continua a lucrar e a apoiar o regime ilegítimo de Maduro através de esquemas de petróleo (...), enquanto tentam manter Maduro no poder".

"Os EUA continuam comprometidos com uma transição para a democracia na Venezuela e em responsabilizar o regime cubano pela sua participação direta na queda da Venezuela", afirma.

Segundo os EUA "a relação entre a Cuba e a Venezuela depende de uma aliança política, de segurança e económica desde há duas décadas, especialmente dada a dependência de Cuba do sistema de troca de importações de petróleo venezuelanas".

"Cuba é um importante importador de petróleo da Venezuela e em troca presta assistência em forma de assessores políticos, oficiais de inteligência [serviços secretos], militares e profissionais médicos, que são usados para garantir o controlo do poder de Maduro e controlo social completo sobre o povo da Venezuela", pode ler-se na nota.

No documento, o Tesouro sublinhou que "a influência de Cuba tem contribuído para o fracasso da Venezuela" e Nicolás Maduro "continua a enviar ajuda a Cuba enquanto os venezuelanos sofrem uma crise humanitária cada vez mais profunda e nega a entrada [no país] de alimentos, medicamentos e outros suprimentos proporcionados pelos EUA, seus aliados e sócios".

Segundo o Tesouro, os bens, propriedade das entidades sancionadas na sexta-feira, que se encontrem nos EUA o que sejam controladas por pessoas norte-americanas, "estão bloqueadas e devem ser reportadas" àquele organismo.

Entre os visados pelas sanções, está o barco petrolífero Despina Andrianna, propriedade da empresa Ballito Bay Shipping Incorportated, com sede em Monróvia, Libéria, que realizou entregas de petróleo venezuelano a Cuba, durante os meses de fevereiro e março de 2019.

O mesmo acontece com a empresa que opera essa embarcação, a Proper in Management Incorportated, com sede na cidade portuária de Piraeus, em Atenas, Grécia.

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