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Sobe para 493 o número de mortos provocados pelo Idai em Moçambique

Há ainda mais de 1.500 pessoas feridas.

Sobe para 493 o número de mortos provocados pelo Idai em Moçambique

O número de vítimas provocadas pelo ciclone Idai que atingiu Moçambique continua a aumentar. O último balanço oficial dá conta de 493 mortos e pelo menos 1.523 feridos, tendo sido afetadas mais de 168 mil famílias.

Os dados são do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades do país, que refere ainda que ao todo quase um milhão de pessoas sentiu os efeitos da catástrofe natural - 83.9748 vítimas.

Segundo o mesmo meio, em termos de danos registam-se mais de 15 mil casas inundadas, 55.463 totalmente destruídas e 28.070 parcialmente destruídas.

Desta forma, o número de mortes contabilizadas nos três países africanos mais afetados pelo ciclone sobe para 808 - 493 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 mortos no Maláui.

Já esta quinta-feira, o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou medidas para minimizar o impacto do ciclone Idai no centro do país, num pacote que inclui a redução de taxas em eletricidade e transportes e assistência médica gratuita.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, contando já com 139 casos de cólera. O ciclone Idai provocou, desde 14 de março, inundações extensas e as águas estagnadas, corpos em decomposição e a falta de higiene nas populações são propícias ao aparecimento de propagação da cólera, além de malária e surtos de diarreia.

O ciclone afetou cerca de 800 mil pessoas no centro do país, mas as Nações Unidas estimam que 1,8 milhões precisam de assistência humanitária urgente.

[Notícia atualizada às 09h05]

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