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Unicef chegou a Moçambique, Malawi e Zimbabué. Saiba como ajudar também

Aproximadamente 2,8 milhões de pessoas foram afetadas pelo ciclone Idai, incluindo milhares de crianças.

Notícias ao Minuto

18:25 - 22/03/19 por Sara Gouveia 

Mundo Idai

O ciclone Idai afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas em Moçambique, no Malawi e no Zimbabwe. A área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais e as crianças e famílias afetadas estão a enfrentar condições terríveis, com milhares de vidas em risco.

A Unicef reforçou a ajuda humanitária prestada a estas famílias e enviou bens essenciais para os três países africanos.

“A situação no terreno continua crítica. Não há electricidade ou água corrente. Centenas de milhares de crianças precisam de ajuda imediata. A prioridade agora é dar-lhes abrigo, comida, água, acesso à educação,e protecção", descreveu a Directora Executiva da Unicef, Henrietta Fore, que aterrou em Maputo na noite de dia 21 e está a visitar a Beira e arredores.

Em comunicado, a organização mundial refere também que já foi possível enviar para Moçambique "uma carga de 43 toneladas, que inclui contentores de água potável, bombas de água, kits de higiene e cerca de 10.000 kits escola", além disso foi destacada uma  "equipa de 20 pessoas para a Beira, que aí se encontra em permanência 24 horas por dia". Esta equipa já conseguiu colocar "vários geradores a funcionar" e "distribuir pastilhas para purificação de água nas comunidades mais afectadas", estão ainda a trabalhar para "criar espaços destinados a oferecer proteção e apoio psicossocial às crianças e posteriormente assegurar a educação". Em conjunto com o Programa Alimentar Mundial têm ainda colaborado na distribuição de alimentos em abrigos improvisados.

Revelam ainda que através dos donativos dos portugueses no Facebook da Unicef Portugal foi possível alcançar, em menos de 48 horas, 100 mil euros, que serão usados para comprar 200 mil pastilhas para purificar água, 24 mil doses de vacinas, 550 mil saquetas de sais reidratação oral para combater diarreias e doenças como a cólera, 4.500 jerry cans de 20L com água potável e 600 mil saquetas de sais de reidratação oral.

Também no Malawi e no Zimbabué milhares de famílias ficaram desalojadas, após a passagem do ciclone e a organização refere que as suas equipas têm encontrado "muitas famílias abrigadas em escolas, igrejas e prédios públicos. Muitas das crianças têm dormido nas salas de aula". Nestes locais foram distribuídos "milhares de pacotes de sais de reidratação oral, antibióticos e centenas de redes mosquiteiras impregnadas com inseticida", bem como "equipamento médicos, kits de higiene, jerry cans, pastilhas para purificação de água e sabão".

Como ajudar?

Até ao momento a Unicef identificou no terreno que serão necessários 23,3 milhões de dólares (cerca de 20,4 milhões de euros) para dar resposta às populações dos três países afetados. Referindo, no entanto, que o montante poderá vir a ser revisto em alta.

Se quiser colaborar com a organização a dar resposta humanitária em Moçambique pode recorrer aos seguintes meios:

  • MBWay - 919 919 939
  • Transferência ou depósito bancários - IBAN PT50 0033 0000 5013 1901 2290 5
  • Multibanco - Entidade 20 467; Referência 777 777 777
  • Donativo por correio - Cheque dirigido a: Comité Português para a UNICEF - Av. António Augusto Aguiar, 21 -3E1069–115 Lisboa

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março com cerca de 400 mil pessoas desalojadas e que deixou um rasto de destruição por onde passou. 

O balanço provisório é de mais de 600 mortos, dos quais 293 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Malawi e com potencial para aumentar.

Portugal enviou técnicos e ajuda para Moçambique, com dois aviões C-130 da Força Aérea a caminho da Beira e um terceiro, um avião comercial fretado, com partida prevista para hoje, seguindo-se um outro voo na segunda-feira, fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa.

Pode ver acima algumas imagens das equipas em ação nos locais afetados.

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