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Herói de autocarro em Itália tem 13 anos e enganou o sequestrador

Um homem incendiou um autocarro que transportava 51 menores. "Ninguém sai daqui vivo", ameaçou antes de ser detido.

Herói de autocarro em Itália tem 13 anos e enganou o sequestrador
Notícias ao Minuto

15:06 - 22/03/19 por Pedro Filipe Pina 

Mundo Ramy Shehata

Itália foi palco na passada quarta-feira de um sequestro de um autocarro que transportava 51 menores, junto a Milão.

Ousseynou Sy, o motorista de 47 anos, acabou por ser detido pelas autoridades, mas não sem antes ter conseguido incendiar o autocarro. Doze crianças e dois adultos foram levados para o hospital por inalação de fumo. 

Este caso que poderia ter sido uma verdadeira tragédia conta com um herói de circunstância, um rapaz de 13 anos, chamado Ramy Shehata, que na altura em que o sequestrador confiscou os telemóveis dos menores, fingiu que estava a rezar em árabe e conseguiu contactar as autoridades.

"É o nosso herói", diz um dos colegas de Ramy, citado pela BBC.

Após a chamada de Ramy, a polícia conseguiu descobrir o autocarro e travá-lo em andamento. Terá sido nesta altura que o motorista ameaçou: "Ninguém sai daqui vivo". De seguida, recorrendo a um líquido combustível, provocou um incêndio que acabaria por destruir o autocarro. As crianças, felizmente, saíram pelo vidro traseiro do autocarro, quebrado pelas autoridades.

Durante o sequestro, Ousseynou Sy, que é cidadão italiano de ascendência senegalesa, terá gritado para "pararem com as mortes no mar", uma provável referência às mortes de milhares de migrantes que tentaram chegar à Europa através do mar Mediterrâneo, muitas vezes explorados por traficantes e em condições paupérrimas de segurança. 

A Itália, muito por força do ministro do interior Matteo Salvini, endureceu as políticas relativamente à emigração, tendo chegado a bloquear em meses recentes o acesso de barcos de organizações não governamentais que transportavam migrantes salvos do mar.

As autoridades italianas acreditam que Ousseynou Sy não tem ligação a nenhum grupo e que terá agido sozinho.

À agência italiana ANSA, o pai do jovem adiantou que a família é de origem egípcia mas que Ramy, o herói do dia, nasceu já em solo italiano, em 2005. O adolescente, no entanto, nunca viu ser-lhe atribuída a cidadania italiana, facto que o pai lembrou: "O meu filho fez o seu dever, agora seria bom ele receber a cidadania italiana", disse, acrescentando de seguida que Ramy e toda a sua família "adorariam ficar" em Itália.

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