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Opinião de Trump sobre Montes Golã criticada por Moscovo, Teerão e Ancara

A recente declaração do presidente norte-americano sobre a soberania israelita dos Montes Golã motivou hoje o repúdio de Damasco, Moscovo, Teerão e Ancara, que alertaram que a posição de Trump poderá provocar uma nova crise na região.

Opinião de Trump sobre Montes Golã criticada por Moscovo, Teerão e Ancara
Notícias ao Minuto

11:40 - 22/03/19 por Lusa

Mundo Médio Oriente

Na quinta-feira, Donald Trump disse que "é a hora" dos Estados Unidos reconhecerem a soberania israelita sobre os Monte Golã, ocupados por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"Após 52 anos, é a hora dos Estados Unidos reconhecerem a soberania plena de Israel sobre os Montes Golã, que são de uma importância crucial do ponto de vista estratégico para a segurança de Israel e para a estabilidade regional", escreveu Trump numa mensagem difundida através da rede social Twitter.

Já hoje, o Ministérios dos Negócios Estrangeiros sírio qualificou as declarações de Trump como "irresponsáveis" assinalando que Trump reafirma o "apoio ilimitado" à "conduta agressiva" de Israel.

"Ficou evidente para a 'comunidade internacional' que os Estados Unidos, com as suas políticas cobardes, regidas por uma mentalidade de hegemonia e arrogância, são um fator de agravamento da situação internacional e uma ameaça para a paz e a estabilidade", a nível global, refere um comunicado da diplomacia síria.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que é "impensável ficar em silêncio perante um assunto tão delicado".

"Os comentários infelizes do presidente Trump sobre os Golã vão provocar uma nova crise na região", disse Erdogan à margem do encontro da Organização de Cooperação islâmica que decorre em Istambul.

Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse aos jornalistas que os "comentários" de Trump podem provocar "instabilidade" à frágil situação que se vive no Médio Oriente.

"A ideia não ajuda a alcançar os objetivos para o Médio Oriente, provoca precisamente o contrário", disse o porta-voz da presidência da Rússia -- país aliado do regime sírio -- recordando que "neste momento" a posição de Trump é "apenas uma declaração" e que se trata de uma mensagem que foi difundida através das redes sociais.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão as decisões "arbitrárias e pessoais" de Donald Trump colocam a região numa "nova crise".

Na mesma linha, o presidente da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, também criticou o presidente dos Estados Unidos, afirmando que a atitude de Trump está fora do quadro da "legitimidade internacional" que "nenhum país" deve apoiar.

A República Popular da China pediu a "todas as partes envolvidas" respeito pelas resoluções das Nações Unidas sobre os Montes Golã.

"No que diz respeito aos territórios árabes ocupados, incluindo os Montes Golã, existem regras definidas pelas Nações Unidas, as resoluções 242 e 338", disse hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim.

Os pactos entre Israel e a Síria estabelecem uma zona desmilitarizada nos Montes Golã entre ambos os países, que formalmente se mantêm em estado de guerra pelo controlo do território.

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