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Nova Zelândia: Menino morreu nos braços do pai que se fingiu de morto

Mucad Ibrahim é uma das vítimas mais jovens do ataque terrorista desta sexta-feira.

Nova Zelândia: Menino morreu nos braços do pai que se fingiu de morto
Notícias ao Minuto

14:03 - 16/03/19 por Natacha Nunes Costa 

Mundo Terrorismo

As identidades das 48 vítimas mortais do ataque terrorista, desta sexta-feira, a duas mesquitas na Nova Zelândia começaram a ser divulgadas pelos meios de comunicação social locais.

Uma das histórias mais comoventes é a de um menino de apenas três anos que morreu baleado nos braços do pai que se fingia de morto depois de ser baleado e ferido.

Mucad Ibrahum é uma das vítimas mais jovens do massacre xenófobo levado a cabo pelo australiano Brenton Tarrant, de 28 anos. Conta o Mirror que o menino participava nas orações desta sexta-feira com o pai e irmão mais velho, Abdi, quando o atirador, empunhando uma arma semiautomática entrou a disparar na mesquita Al Noor.

Abdi conseguiu salvar-se ao correr “o mais que podia” para fora da mesquita, contou o jovem ao site local Stuff. Já o pai foi baleado e decidiu fingir que estava morto para tentar sobreviver. Mucad terá tentado sair dos braços do progenitor e chamando a atenção de Brenton que acabou por o matar.

À publicação neozelandesa, Abdi disse que o pequeno irmão era “energético e brincalhão” e que estava sempre a sorrir e a dar gargalhadas.

Quando soube da morte de Mucad, partilhou uma foto com o menino no Facebook, com a legenda: “Na verdade, pertencemos a Deus e a ele retornaremos. Sentiremos muito a tua falta irmão”.

Apesar da maioria das vítimas serem adultas, há ainda entre os mortos um menino de quatro anos, Abdullahi Dirie.

Outra das vítimas é Haji Daoud Nabi, um afegão, de 71 anos, que vivia na Nova Zelândia desde os anos 80. O engenheiro reformado morreu ao colocar-se à frente de Brenton Tarrant. Acabou baleado e morto.

Naeem Rashid é outro dos heróis que morreram para salvar colegas de fé. O professor lutou contra o terrorista com o objetivo de tirar-lhe a arma. Tudo indica que o gesto salvou várias pessoas, mas Naeem acabou baleado e, apesar de ter sido transportado para o hospital, acabou por não resistir aos ferimentos. O filho de Naeem, de 21 anos, também acabou por morrer durante o massacre de sexta-feira.

Lilik Abdul Hamid, natural da Indonésia, decidiu ir viver para Christchurch quando emigrou. Estava longe de imaginar que ia morrer num atentado terrorista.

O guarda-redes de futsal, Atta Elayyan, de 33 anos, natural do Kuwait, é outra das vítimas deste ataque xenófobo. O empresário deixa órfão um filho de poucos meses.

Husne Ara Parvin, natural do Bangladesh, foi morta a tiro quando tentava ajudar o marido, com mobilidade reduzida. A emigrante tinha 42 anos.

O refugiado sírio Khaled Mustafa morreu na mesquita Al Noor enquanto orava com os dois filhos. Zaid, de 13 anos, ficou ferido com gravidade e já foi submetido a uma cirurgia. O outro jovem, Hamza, está desaparecido.

O imã da mesquista Al Noor é outra das vítimas de Brenton Tarrant. Ashraf Ali nasceu nas ilhas Fiji e acabou por morrer esta sexta-feira em Christchurch.

Entre os mortos estão ainda Vora Ramiz, de 28 anos, Hussain Al Umari, de 36, e Salwa Mirwan Mohamad de quem ainda não se sabe nem a idade, nem a nacionalidade.

Recorde-se que Brenton Tarrant entrou, esta sexta-feira, em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, onde matou 49 pessoas e feriu outras 48. O terrorista, que tinha licença de uso e porte de armas, utilizou cinco armas durante o ataque, entre as quais duas semiautomáticas e duas espingardas.

O atacante australiano foi, já este sábado, acusado formalmente de homicídio e vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

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