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França repatria da Síria várias crianças filhas de 'jihadistas'

As autoridades francesas repatriaram hoje várias crianças filhas de 'jihadistas', "órfãos e isolados, com até cinco anos, que estavam em campos no nordeste da Síria", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da França.

França repatria da Síria várias crianças filhas de 'jihadistas'
Notícias ao Minuto

13:43 - 15/03/19 por Lusa

Mundo FDS

"Essas crianças tiveram acompanhamento médico e psicológico especial e foram entregues às autoridades judiciais", referiu o Ministério num comunicado.

O texto, que não especifica o número de crianças, aponta que "os familiares interessados, que estavam em contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, foram informados".

"A França agradece às Forças Democráticas da Síria (FDS) pela sua cooperação, que tornou isso possível. A decisão foi tomada tendo em conta a situação dessas crianças muito jovens e particularmente vulneráveis", acrescentou o Ministério.

Na quarta-feira à noite, o Presidente Emmanuel Macron tinha arrefecido a esperança das famílias, que pediam há meses o retorno dos seus filhos, para serem julgados em França, e dos seus netos.

"No que se refere às crianças, é uma abordagem caso a caso que está a ser conduzida, especialmente em ligação com a Cruz Vermelha Internacional. Esta é uma abordagem humanitária que é seguida com grande vigilância", referiu Macron, em Nairobi.

"Com relação aos cidadãos franceses, combatentes e 'jihadistas' que integravam o Estado Islâmico, a posição da França não mudou: eles devem ser julgados no território onde cometeram os seus crimes", sublinhou hoje o Ministério.

"É uma questão de justiça e de segurança ao mesmo tempo", avaliou o organismo francês.

Os 'jihadistas' franceses representam o maior contingente de estrangeiros que se alistaram para combater ao lado do grupo extremista Estado Islâmico na Síria.

No início da semana, a agência da ONU para a infância (UNICEF) chamou a atenção para o futuro dos filhos de combatentes estrangeiros na Síria, que "ainda não está claro", e instou os Estados-membros a assumirem a responsabilidade por aquelas crianças e a tomarem medidas para evitar que se tornem apátridas.

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