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Parlamento Europeu sem consenso sobre relações comerciais entre UE e EUA

O Parlamento Europeu rejeitou hoje uma recomendação que previa o início das negociações entre a União Europeia e os Estados Unidos para futuras trocas comerciais, sob "certas condições", não havendo um consenso entre os eurodeputados sobre o assunto.

Parlamento Europeu sem consenso sobre relações comerciais entre UE e EUA

Em causa estava um relatório da comissão parlamentar de Comércio Internacional, que vincava que o início das conversações era "do interesse dos cidadãos e das empresas europeias" por permitir "atenuar as atuais tensões nas relações comerciais entre a UE e os EUA", mas que apenas equacionava um acordo comercial se os Estados Unidos aceitassem algumas exigências.

O documento foi rejeitado na sessão plenária, que decorreu em Estrasburgo, França, com 223 votos contra, 198 a favor e 37 abstenções, não permitindo uma posição do Parlamento Europeu sobre o assunto.

No relatório, os eurodeputados daquela comissão parlamentar exigiam que "os EUA levantassem as tarifas sobre alumínio e aço", bem como que houvesse "um processo de consulta abrangente à sociedade civil e uma avaliação de impacto de sustentabilidade".

Pediam também "mais clareza sobre as regras de origem" dos produtos, observando que a União Europeia (UE) "insiste em incluir tarifas de carros e automóveis nas negociações e em excluir a agricultura".

Os eurodeputados alertavam ainda que "as negociações seriam suspensas se os EUA decidirem aplicar outra tarifa".

Esta era uma posição relativa ao anteprojeto apresentado pela Comissão Europeia em meados de janeiro passado e que irá ser proposto aos Estados Unidos, ainda sem data definida.

O documento de Bruxelas visa a eliminação das tarifas aplicadas aos produtos industriais, sem contar com a área agrícola, e a redução das barreiras, no que toca ao cumprimento de requisitos técnicos, para trocas comerciais entre os dois continentes.

Sem o consenso de hoje, a assembleia europeia terá de debater uma nova posição.

Também o Conselho da UE (onde estão representados os Estados-membros) terá de se pronunciar.

A Comissão Europeia só poderá avançar nas negociações com os EUA depois destes passos.

No final de julho do ano passado, reunidos em Washington, os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgaram uma série de medidas na agricultura, indústria e energia, para apaziguar o conflito comercial, mas os respetivos anúncios foram globalmente vagos.

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