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Homem que matou a mulher em França achava que "o lugar dela era em casa"

Julie foi várias vezes expulsa de casa. Quando finalmente decidiu que não voltaria, o ex-companheiro matou-a.

Homem que matou a mulher em França achava que "o lugar dela era em casa"

Numa altura em que em Portugal se lamentam as mulheres mortas em contexto de violência doméstica, de França chega-nos também um caso que está a chocar o país. 

Ontem noticiámos a morte de uma mulher de 34 anos, Julie, que morreu alvejada pelo ex-companheiro, de quem estaria separada desde finais de setembro de 2018.

O Notícias ao Minuto teve conhecimento de mais pormenores desta relação, que há muitos anos era marcada por violência psicológica e física.

Segundo nos conta uma amiga de Julie, a mulher era "completamente apaixonada" por Bruno Garcia, apesar dos maus tratos de que era alvo. Os dois mantinham uma relação há cerca de 12 anos tendo o homem mostrado sempre um comportamento obsessivo, que inicialmente exercia apenas a nível psicológico.

"As agressões viriam mais tarde", conta a amiga, que diz que Julie afirmava frequentemente que vivia numa "prisão dourada". Salienta, contudo, que Bruno nunca foi agressivo com os filhos, sendo que era com ele que viviam as crianças desde que o casal se separou.

Bruno achava que a mulher era feita para estar em casa, a cuidar do lar e dos filhos, e bastava às vezes um copo fora do sítio, para discutir com a mulher. 

"Ele não queria que ela trabalhasse. Ela só pôde arranjar trabalho quando saiu de casa. Ela dedicou os últimos 10 anos, desde o nascimento do filho mais velho, a eles os três. Toda a sua vida girava em torno deles", conta a amiga, referindo-se a Bruno como um "maníaco". 

Sabe-se ainda que na sequência das violentas discussões foram várias as vezes que Bruno expulsou Julie de casa, obrigando a mesma a dormir no carro ou à porta da residência. Da última vez que isso aconteceu, em setembro, Julie decidiu que iria embora definitivamente e não voltaria.

A decisão custou-lhe a vida este domingo, dia 3 de março, quando o homem a surpreendeu perto da casa onde agora vivia e a alvejou mortalmente. Saliente-se que o casal estaria em negociações para decidir quem ficava com a guarda das crianças.

O suspeito entregou-se às autoridades e confessou o crime.

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