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Israel e Moscovo criam equipa para retirar forças estrangeiras da Síria

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje que Israel e a Rússia vão formar uma equipa conjunta com o objetivo de retirar as forças militares chegadas à Síria após o início da guerra civil em 2011.

Israel e Moscovo criam equipa para retirar forças estrangeiras da Síria

Benjamin Netanyahu encontrou-se, na quarta-feira, com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, para discutir a presença militar do Irão na Síria, algo que Israel quer a evitar.

Teerão e Moscovo são aliados do regime de Bashar al Assad e o seu apoio permitiu ao regime sírio infligir várias derrotas aos rebeldes e aos 'jihadistas', permitindo retomar mais de dois terços do território sírio.

"Afirmei de forma extremamente clara que Israel não permitirá a implantação militar do Irão na Síria e fui também extremamente claro sobre o facto de que continuaremos a realizar ações militares contra essa presença", disse o chefe do Governo israelita no início da reunião do Conselho de Ministros.

Segundo Benjamin Netanyahu, os dois líderes chegaram também a acordo quanto ao objetivo comum de retirada das forças estrangeiras que chegaram à Síria após o início da guerra civil.

"Concordamos em criar uma equipa conjunta para alcançarmos esse objetivo", disse.

De acordo com a organização não governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), milhares de combatentes pró-iranianos foram mobilizados para a Síria ao longo dos mais de sete anos de conflito.

Nos últimos anos, Israel realizou vários ataques aéreos e disparos de mísseis contra o que afirma serem objetivos militares iranianos na Síria ou caravanas de armas sofisticadas destinadas ao movimento xiita Hezbollah.

Em 2015, Israel e a Rússia estabeleceram o mecanismo comum para evitar confrontos entre os respetivos exércitos na Síria, no entanto essa coordenação foi abalada quando um avião militar russo foi erradamente derrubado depois de uma operação israelita na Síria em 17 de setembro.

Quinze soldados russos foram mortos.

Desde 2011, a guerra na Síria causou mais de 360 mil mortos e milhões de refugiados e deslocados.

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