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"Não sabia que a vida de um ser humano só valia 200 euros"

Autor de atropelamento mortal vai aguardar julgamento em liberdade, decisão que deixa revoltada a família das vítimas.

"Não sabia que a vida de um ser humano só valia 200 euros"

Carmem Lúcia de Oliveira tinha 55 anos e morreu depois de ser atropelada quando se encontrava num café na zona norte do Rio de Janeiro, no Brasil.

A mulher estava acompanhada pela filha, de 35 anos, que também foi atingida pela viatura, encontrando-se agora internada em coma, devido aos graves ferimentos.

A família de Carmem está inconsolável com a morte da mulher, mas também com a decisão do tribunal em permitir que o condutor responsável pelo atropelamento aguarde julgamento em liberdade.

De acordo com o portal G1 da Globo, o condutor do carro tem 20 anos, não tem carta de condução, estava alcoolizado aquando do atropelamento e ainda tentou fugir após o acidente.

Apesar de ter sido detido pela polícia, o jovem foi libertado depois de a juíza considerar que, por ser réu primário, ter residência e emprego fixos, não existe perigo de fuga, obrigando-o a pagar uma fiança de 998 reais (234 euros) quando o delegado tinha estipulado o valor de 30 mil reais (7 mil euros).

A decisão revoltou a família de Carmem. “Não sabia que a vida de um ser humano só valia 900 reais. É mais caro fazer um funeral do que pagar por tirar a vida a alguém”, lamentou Angélica de Oliveira, sobrinha da vítima.

Quanto ao condutor está obrigado a apresentar-se periodicamente às autoridades, estando também proibido de sair de casa entre as 23h30 e as 06h00, de frequentar blocos de carnaval, de se ausentar do município onde vive sem autorização e de tirar a carta de condução.

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