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Maduro "não é louco a ponto de atacar" o Brasil, diz 'vice' de Bolsonaro

O vice-Presidente brasileiro, Hamilton Mourão, disse que o país não entrará numa "situação bélica com a Venezuela", acrescentando que Nicolás Maduro não é "louco a ponto de atacar o Brasil".

Maduro "não é louco a ponto de atacar" o Brasil, diz 'vice' de Bolsonaro
Notícias ao Minuto

18:07 - 22/02/19 por Lusa

Mundo Venezuela

"Eu acho [que a situação na Venezuela] não passará a conflito regional. Da nossa parte, jamais entraremos numa situação bélica com a Venezuela, a não ser que sejamos atacados, aí é diferente, mas eu acho que o Maduro não é tão louco a esse ponto", afirmou Mourão, em entrevista à BBC News Brasil, expressando ainda que acredita que a Colômbia ficará num "impasse" com esta situação.

Questionado acerca do significado para o Governo brasileiro do encerramento da fronteira entre a Venezuela e o Brasil, o vice-Presidente respondeu que Maduro quer impedir o povo venezuelano de procurar mantimentos.

"Na minha visão, ele fechou a fronteira exatamente para impedir que os venezuelanos viessem ao Brasil para levarem suprimentos. Ele quer manter o país fechado. Não acredito que ele imaginasse que nós entraríamos em força dentro da Venezuela para levar mantimentos, nós já reiteramos inúmeras vezes que não faríamos isso", disse.

"Nós podemos ajudar com o auxílio humanitário, colocando mantimentos do nosso lado da fronteira, para que os venezuelanos possam vir para o Brasil e levar", acrescentou.

Sobre a posição da administração norte-americana neste conflito, Mourão declarou que o Governo de Trump está a fazer as "pressões possíveis, no lado político e económico, para tentar fazer Maduro sair do país, para que a Venezuela possa voltar aos eixos".

O vice-Presidente do Brasil anunciou entretanto, através da rede social Twitter, que irá na próxima segunda-feira a Bogotá, capital colombiana, representar o Brasil no Grupo de Lima, numa reunião na qual estará presente o seu homólogo norte-americano, Mike Pence.

"Por determinação do Presidente Jair Bolsonaro estarei na segunda-feira em Bogotá, na Colômbia, para representar o Brasil na reunião do Grupo de Lima. Discutiremos os desenvolvimentos da crise na Venezuela que fechou hoje a sua fronteira com o nosso país", escreveu Mourão.

Também o ministro da Segurança Institucional do Brasil, general Augusto Heleno Ribeiro, reafirmou que o Brasil não atacará a Venezuela: "Temos que esperar o desenvolvimento dos acontecimentos. O que já está estabelecido é que o Brasil não vai fazer uma ação agressiva", disse aos jornalistas.

O Brasil continua com os preparativos para a entrega de ajuda humanitária, a partir deste sábado, na forma de 22 toneladas de leite em pó e 500 'kits' de primeiros socorros, para a Venezuela, apesar do encerramento da fronteira entre os dois países, decretado por Maduro.

Um primeiro avião com ajuda humanitária para a Venezuela chegou hoje ao estado brasileiro de Roraima, de onde as autoridades pretendem transferir a carga no sábado.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes na Venezuela.

A repressão dos protestos antigovernamentais na Venezuela desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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