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Investigadores russos acusam investidor americano por suspeitas de fraude

Autoridades judiciais russas acusaram um norte-americano diretor de uma empresa de investimento de suspeitas de fraude, apesar dos fortes protestos na comunidade empresarial pela sua detenção, anunciou hoje o seu advogado.

Investigadores russos acusam investidor americano por suspeitas de fraude
Notícias ao Minuto

14:09 - 21/02/19 por Lusa

Mundo Michael Calvey

Um tribunal russo ordenou no sábado prisão preventiva de Michael Calvey por suspeitas de fraude bancária, acusação que o norte-americano recusa, e o seu advogado, Dmitry Kletochkin, disse que ele se recusa não só a admitir culpa como "a prestar qualquer depoimento" antes de consultar a sua defesa.

A embaixada dos Estados Unidos em Moscovo revelou hoje, em comunicado, que pediu às autoridades russas que permitam que os seus funcionários visitem o gestor de fundos.

A embaixada adianta que a sua equipe ainda não conseguiu visitar Calvey, sete dias depois de este ter sido detido, apesar de várias solicitações. Quatro dias é o limite habitual para permitir este contacto.

Michael Calvey, fundador e sócio sénior do fundo de investimento Baring Vostok, vai aguardar julgamento em prisão preventiva até 13 de abril, estando envolvidas no processo mais cinco pessoas, que estão também detidas preventivamente por dois meses.

Os arguidos, incluindo quatro funcionários do Baring Vostok, foram detidos na sexta-feira por suspeitas de fraude bancária de cerca de 33 milhões de euros.

Em comunicado, o fundo de investimento Baring Vostok alega que as acusações contra os seus funcionários são "infundadas".

A justiça russa alega que uma empresa de propriedade de Michael Calvey obteve um empréstimo de cerca de 33 milhões de euros do Vostochny Bank em 2017, que foi pago com ações de uma companhia de Luxemburgo cujo valor foi fortemente superestimado.

Sem mencionar explicitamente este caso, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin pediu às forças de segurança para não impedir a "liberdade de empreendimento" e limitar o máximo possível as detenções por crimes económicos.

"Empresas honestas não devem se sentir constantemente ameaçadas", sublinhou.

"Não temos dúvidas de que a verdade prevalecerá no final da investigação", referiu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

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