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Branson espera que concerto desbloqueie ajuda humanitária para Venezuela

O milionário britânico Richard Branson disse hoje que espera conseguir levar 300 mil pessoas a um concerto solidário por si organizado, que se realiza sexta-feira, para ajudar a desbloquear a assistência humanitária aos venezuelanos.

Branson espera que concerto desbloqueie ajuda humanitária para Venezuela
Notícias ao Minuto

22:58 - 18/02/19 por Lusa

Mundo Solidariedade

O filantropo e fundador do grupo Virgin disse esperar, em declarações à agência noticiosa norte-americana The Associated Press (AP), pelo menos 300 mil pessoas no concerto, de entrada gratuita, que será realizado na cidade de Cúcuta, na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

Richard Branson contou à AP que falou com o presidente da Assembleia Nacional (parlamento) e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, e afirmou esperar que o concerto ajude a romper o bloqueio do governo venezuelano, liderado pelo Presidente Nicolás Maduro, e que a ajuda comece a chegar aos venezuelanos que estão a sofrer de uma escassez crónica de alimentos e de medicamentos.

É na cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta que está armazenada a ajuda humanitária estrangeira (alimentos e medicamentos), nomeadamente oriunda dos Estados Unidos, para ser distribuída ao povo venezuelano.

O governo venezuelano tem insistido em negar a existência de uma crise humanitária no país e tem dito que não permitirá a entrada da ajuda na Venezuela. A vice-presidente venezuelana chegou a afirmar que a ajuda humanitária fornecida pelos Estados Unidos "é cancerígena" e vai envenenar aqueles que a consumirem.

O objetivo desta iniciativa de Richard Branson é tentar angariar 100 milhões de dólares (cerca de 88,3 milhões de euros), em 60 dias, montante que será destinado, na totalidade, para prestar assistência aos venezuelanos.

Para tal, foi criado um 'site' (www.venezuelaaidlive.com) para angariar as doações.

Sob o lema "Deixem as estrelas brilharem para todos", o concerto vai contar com a participação de vários artistas da indústria musical latina e britânica.

Segundo os 'media' britânicos, o músico britânico Peter Gabriel, o artista de reggaeton venezuelano Nacho, os cantores espanhóis Alejandro Sanz e Miguel Bose, os colombianos Carlos Vives e Juanes e o porto-riquenho Luis Fonsi, reconhecido a nível internacional por causa do tema "Despacito", são alguns dos nomes que compõem o cartaz do concerto promovido por Branson.

O concerto será realizado ao ar livre na ponte de San Martín, do lado colombiano.

A iniciativa é realizada um dia antes da data estabelecida por Juan Guaidó (23 de fevereiro) para a entrada da ajuda humanitária no país, apesar da recusa de Maduro.

"A ajuda humanitária vai entrar, sim ou sim (de qualquer maneira), o usurpador terá que ir-se (embora), sim ou sim, da Venezuela", afirmou, na semana passada, o autoproclamado presidente interino.

O ministro da Informação venezuelano, Jorge Rodriguez, anunciou hoje também a realização de várias iniciativas, incluindo um concerto, na sexta-feira e no sábado.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

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