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China aumenta exportações e reduz importações em janeiro

As exportações chinesas recuperaram, em janeiro passado, depois de terem contraído, no mês anterior, enquanto as importações de bens oriundos dos Estados Unidos afundaram, face às disputas comerciais com Washington, segundo dados oficiais hoje divulgados.

China aumenta exportações e reduz importações em janeiro

Os dados foram anunciados no mesmo dia em que a China e os Estados Unidos iniciam um diálogo de alto nível, visando pôr fim a uma guerra comercial que ameaça a economia mundial e que poderá agravar-se, após um período de trégua de 90 dias.

As exportações chinesas subiram 9,1%, face ao mesmo período do ano passado, para 217,6 mil milhões de dólares (193,1 mil milhões de euros), depois de terem recuado 3,5%, em dezembro.

As importações caíram 1,5% para 178,4 mil milhões de dólares (158,3 mil milhões de euros).

As exportações para os EUA caíram 2,4%, para 36,4 mil milhões de dólares (32,3 mil milhões de euros), pressionadas pelo aumento das taxas alfandegárias impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

As importações de bens dos EUA afundaram 41,2%, para 9,2 mil milhões de dólares (8,1 mil milhões de euros), refletindo as medidas retaliatórias a Pequim, que apelou ainda às suas empresas para que recorram a outros fornecedores.

Washington e Pequim aumentaram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um e, caso não haja um acordo até 01 de março, Trump ameaça aumentar ainda mais as taxas sobre importações oriundas da China.

As negociações que decorrem esta semana, em Pequim, entre o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o representante do Comércio, Robert Lighthizer, com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He, podem ser decisivas.

Pequim alertou já os exportadores do país para um ambiente global "complicado e severo".

"As perspetivas pessimistas para o crescimento global significam que, este ano, será provavelmente um desafio para os exportadores chineses, mesmo que as negociações comerciais entre os EUA e a China culminem com um acordo", afirmou Julian Evans-Pritchard, da consultora Capital Economics, num relatório.

Em janeiro, o superavit comercial da China fixou-se nos 39,2 mil milhões de dólares (34,8 mil milhões de euros). O superavit com os Estados Unidos foi de 27,3 mil milhões de dólares (24,2 mil milhões de euros).

As exportações para os EUA mantiveram-se durante quase todo o ano, em 2018, apesar de Trump ter aumentado as taxas alfandegárias, mas caíram 3,5%, em dezembro.

Analistas consideram que as encomendas deverão continuar a cair ao longo deste ano.

Trump quer que a China ponha fim a subsídios estatais para certas indústrias estratégicas, à medida que a liderança chinesa tenta transformar as firmas do país em importantes atores em atividades de alto valor agregado, como inteligência artificial ou robótica, ameaçando o domínio norte-americano naquelas áreas.

Washington quer também mais acesso ao mercado, melhor proteção da propriedade intelectual e o fim da ciberespionagem sobre segredos comerciais de firmas norte-americanas.

O Partido Comunista Chinês está relutante em abdicar dos seus planos, que considera cruciais para elevar o estatuto global do país, mas teme a destruição de postos de trabalho, politicamente sensíveis.

Algumas empresas mudaram já a produção de bens destinados ao mercado norte-americano para fora da China, para evitar as taxas de Trump.

Outros estão procurar fornecedores não-chineses para componentes industriais.

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