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Trump diz ter "plano B, C e D" caso Nicolás Maduro não abandone o poder

O Presidente norte-americano afirmou hoje ter "um plano B, C e D" para a Venezuela, caso o líder venezuelano, Nicolás Maduro, rejeite abandonar o poder e ceder a liderança a Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente interino em janeiro.

Trump diz ter "plano B, C e D" caso Nicolás Maduro não abandone o poder

"Tenho sempre um plano B, C e D", respondeu Donald Trump em declarações na Casa Branca, quando questionado pela comunicação social se tinha um "plano B" para a situação venezuelana.

"Provavelmente, terei mais flexibilidade do que qualquer homem nesta posição", salientou o chefe de Estado norte-americano, que hoje recebeu em Washington o seu homólogo da Colômbia, Iván Duque Márquez.

Nas mesmas declarações, e também quando questionado pelos jornalistas, Trump não descartou um eventual envio de 5.000 soldados para a Colômbia no âmbito de uma estratégia para lidar com a atual situação na Venezuela.

"Vamos ver. (...) Os nossos militares (norte-americanos e colombianos) estão muito focados e estão a trabalhar em conjunto, vamos ver como funciona", respondeu o Presidente dos Estados Unidos.

O número de 5.000 soldados norte-americanos na Colômbia surgiu em finais de janeiro, quando o conselheiro de Trump para a Segurança Nacional, John Bolton, apareceu numa conferência de imprensa com um caderno onde se podia ler "5.000 tropas para a Colômbia", país vizinho da Venezuela e aliado dos Estados Unidos.

Na altura, o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) remeteu-se ao silêncio.

Trump voltou hoje a reafirmar que está a analisar "todas as opções" em relação à Venezuela, acrescentando que Nicolás Maduro está a cometer um "erro terrível" ao impedir a entrada de ajuda humanitária no país.

O Governo venezuelano tem insistido em negar a existência de uma crise humana no país e tem dito que não permitirá a entrada de ajuda na Venezuela.

Ajuda humanitária fornecida pelos Estados Unidos, que inclui alimentos e medicamentos, está retida atualmente na cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta.

Aos jornalistas, Donald Trump destacou ainda hoje que a sua estratégia para a Venezuela conta com "um apoio tremendo" em todo o mundo, afirmando que o presidente da Assembleia Nacional (parlamento venezuelano) e autoproclamado Presidente interino, o opositor Juan Guaidó, é "muito corajoso".

"Contamos com um apoio tremendo em toda a América do Sul e em todo o mundo", disse Trump, descrevendo como "muito triste" a atual situação na Venezuela.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes.

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