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Venezuela: Reino Unido anuncia envio de ajuda humanitária

O Reino Unido vai enviar ajuda humanitária em direção à Venezuela no valor de 6,5 milhões de libras (7,4 milhões de euros), anunciou hoje o Ministério do Desenvolvimento Internacional britânico.

Venezuela: Reino Unido anuncia envio de ajuda humanitária

A ajuda britânica incluirá "pacotes de emergência" para as crianças subnutridas, vacinas e água potável para as "comunidades mais vulneráveis atingidas pela crise na Venezuela", assinalou o ministério em comunicado.

O executivo britânico assegura que a hiperinflação no país latino-americano implicou um "colapso económico" que impede muitos venezuelanos de garantirem comida e outras necessidades básicas.

A ministra do Desenvolvimento Internacional, Penny Mordaunt, indicou que não informará quais as agências humanitárias que canalizarão a ajuda para evitar as "dificuldades" que essas organizações "já estão a atravessar" no país.

"O Reino Unido deu um passo em frente oferecendo ajuda urgente. Todas as partes devem admitir de imediato a severidade da crise e permitir o acesso sem obstáculos às agências humanitárias", afirmou Mordaunt.

Londres reconheceu na semana passada o líder da Assembleia nacional venezuelana, Juan Guaidó, como "Presidente constitucional interino" da Venezuela até à convocação de novas eleições.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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