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Crise agrava-se no Zimbabué

Centenas de pessoas concentraram-se hoje nas ruas da capital do Zimbabué, Harare, e na cidade de Bulayo para protestarem contra a subida dos preços dos combustíveis decretada pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, num clima social cada vez mais tenso.

Crise agrava-se no Zimbabué
Notícias ao Minuto

13:46 - 14/01/19 por Lusa

Mundo protestos

Os manifestantes começaram a juntar-se ainda de madrugada e ergueram barricadas de pedras e pneus em chamas, relataram os jornalistas da agência francesa AFP.

"Estamos fartos de sofrer, Mnangagwa falhou!", desabafou um manifestante na capital.

O Presidente tem sido abertamente criticado pela sua incapacidade de vencer a crise. Nos últimos 20 anos, a economia do Zimbabué não parou de encolher, estrangulada financeiramente pela falta de liquidez e inflação galopante.

A situação piorou nos últimos meses quando começaram a escassear os bens essenciais, a começar pelo petróleo. Os veículos formaram longas filas de quilómetros em frentes aos postos de abastecimento de combustível vazios.

Numa rara intervenção televisiva, Mnangagwa anunciou no sábado à noite que os preços da gasolina iriam aumentar duas vezes e meia, para reduzir o consumo e os negócios ilícitos relacionados com as divisas locais, as "notas de obrigação".

Num ambiente já tenso, a medida incendiou ainda mais os ânimos.

A Confederação de Sindicatos do Zimbabué (ZCTU) pediu à população que parasse de trabalhar até quarta-feira, lançando um apelo nas redes sociais: "Já sofremos bastante, chegou a hora de acabar com a loucura".

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