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Assembleia convoca mobilização para não reconhecer novo mandato de Maduro

A Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição, convocou hoje uma mobilização nacional de não reconhecimento do novo mandato de seis anos que o Presidente, Nicolás Maduro, iniciou na quinta-feira.

Assembleia convoca mobilização para não reconhecer novo mandato de Maduro

"Convocamos o povo. No (dia) 23 de janeiro vamos a uma grande mobilização em todos os cantos da Venezuela", disse o presidente do parlamento, Juan Guaidó.

A convocatória teve lugar durante uma sessão convocada pelo parlamento e que decorreu em Caracas, junto da sede venezuelana do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

"Sabemos, que não é uma fórmula mágica, mas temos de alcançar esta causa", disse, para acrescentar: "Assumo o dever, imposto pela Constituição. O artigo 333.º obriga todos os venezuelanos, investidos ou não de autoridade, a lutar pela restituição da ordem constitucional".

Juan Guaidó destacou ainda o apoio da comunidade internacional ao parlamento venezuelano.

"Para transformar a mudança em realidade, necessitamos que se somem as forças nacional e internacional. O mundo respeita e reconhece a Assembleia Nacional e não Maduro", frisou.

Nicolás Maduro tomou posse na quinta-feira perante o Supremo Tribunal de Justiça, como Presidente da Venezuela para o período 2019-2025.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Maduro foi reeleito para um novo mandato presidencial nas eleições antecipadas de 20 de maio de 2018, com 6.248.864 votos (67,84%).

Um dia depois das eleições, a oposição venezuelana questionou os resultados, alegando irregularidades e o não respeito pelos tratados de direitos humanos ou pela Constituição da Venezuela.

Vários países manifestaram a intenção de não reconhecer o novo mandato de Nicolás Maduro.

Na quinta-feira, depois da tomada de posse, o parlamento venezuelano declarou-se em emergência para restituir o "fio constitucional", denunciando que há uma "usurpação da Presidência" do país.

"Hoje [quinta-feira] deu-se a usurpação da Presidência da República e [Nicolás] Maduro desconhece o único poder real e legítimo do país, e avança para a desmontagem total do Estado de direito que protege os cidadãos e garante os direitos humanos", disse o presidente do parlamento aos jornalistas.

Segundo Juan Guaidó, "pela primeira vez, desde 1968", a Venezuela "vive em ditadura".

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