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Wall Street fecha em baixa ligeira ao fim de cinco sessões a subir

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa ligeira, ao fim de cinco sessões consecutivas de alta, com os investidores a colocarem-se na expectativa quando se aproxima a época de divulgação dos resultados trimestrais e persiste o impasse político.

Wall Street fecha em baixa ligeira ao fim de cinco sessões a subir

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,04%, para os 23.995,95 pontos.

O tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,21%, para as 6.971,48 unidades, e o alargado S&P500 permaneceu praticamente sem alterações, ao perder 0,01%, para as 2.596,26.

A pausa de hoje não impediu que os índices mais emblemáticos de Wall Street fechassem a semana em terreno claramente positivo, com o Dow Jones a avançar 2,4%, o Nasdaq a subir 3,5% e o S&P500 a ganhar 2,5%.

"A sessão de sexta-feira foi colocada sobretudo sob o signo da paciência", comentou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

"A paciência reivindicada pelo banco central norte-americano face às taxas de juro esta semana, a paciência dos investidores perante o bloqueio em Washington e a paciência dos investidores perante a aproximação da época dos resultados", desenvolveu.

Os dirigentes da Reserva Federal (Fed) realçaram durante esta semana, por várias vezes, que a instituição podia esperar antes de aumentar de novo as taxas de juro.

Esta insistência tranquilizou os investidores que desde há meses receiam que a Fed as suba demasiado e demasiado depressa.

Por outro lado, os EUA passaram hoje o 21.º dia com serviços do Governo federal encerrados, o designado 'shutdown'.

Esta paralisia, resultante de um desacordo político entre o Presidente norte-americanao, Donald Trump, e os democratas quanto à construção de um muro na fronteira com o México, já custou 3,6 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) à economia dos EUA, segundo os cálculos da agência SP Global Ratings.

Mas os investidores estão sobretudo na expetativa da divulgação pelas empresas cotadas dos seus resultados no quarto trimestre do ano passado. Os grandes bancos vão dar o tom na segunda-feira.

"Os números do quarto trimestre não vão ter muita importância, porque as empresas poderão atribuir qualquer deceção à conta das guerras comerciais ou aos receios ligados à subida das taxas de juro", disse Volokhine.

"Ao contrário, queremos saber como é que os chefes das empresas norte-americanas vão descrever o futuro", acrescentou.

"Aceitámos a ideia de uma diminuição no crescimento económico e no aumento dos lucros, mas a grande questão é a de saber se os preços das ações estão suficientemente ajustados", relativizou.

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