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Eleitores do RDCongo exprimiram escolha, apesar das dificuldades

A União Europeia (UE) considerou hoje que as eleições na República Democrática do Congo (RDCongo) permitiram ao eleitorado "exprimir claramente a sua escolha", apesar das dificuldades, reiterando a condenação da violência no país.

Eleitores do RDCongo exprimiram escolha, apesar das dificuldades

Numa declaração hoje divulgada, a UE sustentou que "as declarações preliminares das missões de observação internacionais e de cidadãos indicaram que o escrutínio, apesar das dificuldades encontradas, permitiram ao eleitorado exprimir claramente a sua escolha no dia 30 de dezembro".

A UE, salientou ainda o comunicado, "associou-se imediatamente aos apelos da missão internacional da União Africana (UA) e do presidente da comissão da UA para que os resultados oficiais sejam conformes ao voto do povo congolês".

Considerando que os resultados preliminares são contestados por uma parte da oposição e dos observadores nacionais, particularmente a Conferência Episcopal Nacional do Congo, Bruxelas salientou ser "muito importante para a credibilidade do processo" que a Comissão Eleitoral Nacional Independente prossiga o seu trabalho.

A UE associou-se ainda à posição assumida pelo presidente da comissão da UA, Moussa Faki, no sentido de que qualquer contestação dos resultados deverá fazer-se pacificamente, recorrendo aos procedimentos previstos e ao diálogo entre as partes.

Os resultados provisórios das eleições presidenciais de 30 de dezembro na RDCongo, divulgados dez dias depois da votação, deram a vitória ao candidato da oposição Félix Tshisekedi, que conquistou 38,57%.

O outro candidato da oposição, Martin Fayulu, ficou em segundo lugar com 34,8% e contestou de imediato os resultados, denunciando o que considera ser um "golpe eleitoral".

O candidato apoiado pelo partido do Governo, Emmanuel Ramzani Shadary, considerado o delfim do Presidente Kabila - que estava impedido de se candidatar -- ficou em terceiro lugar.

Com a contestação a assumir já contornos violentos e com quatro mortes registadas, Igreja Católica local e comunidade internacional unem-se no apelo para que uma eventual impugnação dos resultados seja feita "de forma pacífica" e de acordo com a Constituição e as leis eleitorais.

Filho do emblemático líder opositor e ex-primeiro ministro Étienne Tshisekedi, o vencedor das eleições, de 55 anos, demarcou-se, em meados de novembro, do bloco comum da oposição - encabeçado por Fayulu - para liderar a sua própria coligação.

O ainda Presidente Joseph Kabila governa desde 2001 um país rico em recursos naturais, mas marcado por crises políticas e por um conflito armado que causou milhões de deslocados.

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