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"Instabilidade mantém-se no Gabão, mas golpe bem sucedido é improvável"

A consultora Exx Africa considerou hoje que a tentativa de golpe de Estado no Gabão reflete o descontentamento socioeconómico e político com a atual liderança e a instabilidade deve manter-se, embora seja improvável que novas intentonas sejam bem-sucedidas.

"Instabilidade mantém-se no Gabão, mas golpe bem sucedido é improvável"

A consultora de risco salienta que a liderança gabonesa "está enfraquecida" devido às suspeitas em torno da incapacidade do Presidente Ali Bongo, afastado do país desde outubro devido a doença, mas considera difícil que um golpe de Estado tenha êxito.

"Continua a existir um elevado risco de agitação civil e militar enquanto se mantiverem as dúvidas sobre o estado de saúde do Presidente e o Governo não iniciar um procedimento constitucional para a sucessão presidencial", destaca a análise da Exx Africa.

A consultora acredita que os líderes da oposição vão tentar capitalizar as fragilidades do Governo, mobilizando os seus apoiantes, pelo que existe "uma ameaça elevada" de incitamento à violência, sobretudo nas maiores cidades, como Libreville (a capital) e Port-Gentil.

Outro fator desestabilizador seria o adiamento de eleições antecipadas, o que a Exx Africa admite ser possível face à provável preocupação do partido no poder quanto aos resultados nas urnas.

Apesar da expectável continuação da agitação militar, incluindo motins e novos golpes de Estado, as possibilidades de sucesso são escassas.

"O papel de Bongo como ministro da Defesa, no anterior governo do seu pai [o falecido presidente Omar Bongo] garante-lhe o apoio dos chefes militares, apesar dos líderes golpistas tentarem mostrar o contrário", destaca o documento.

Além disso, o Governo de Bongo continua a beneficiar do apoio político e militar dos seus aliados. A França, antiga potência colonial, mantém no país uma força permanente de 300 soldados e os Estados Unidos enviaram cerca de 80 homens na semana passada para responder a possíveis manifestações violentas na República Democrática do Congo, após as eleições presidenciais congolesas.

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