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Guterres vai designar novo representante especial da ONU para a Somália

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, vai designar "a seu devido tempo" um novo representante especial para a Somália, depois de Mogadíscio declarar o atual enviado, Nicholas Haysom, 'persona non grata'.

Guterres vai designar novo representante especial da ONU para a Somália

O porta-voz adjunto do secretário-geral, Farhan Haq, explicou que António Guterres "lamenta profundamente a decisão do Governo da República Federal da Somália" e que mantém total confiança em Nicholas Haysom.

No entanto, o chefe das Nações Unidas considera que a missão para a Somália (UNSOM) necessita de "cumprir o seu mandato de apoiar o país da maneira mais eficaz".

"Tem a intenção de nomear a seu devido tempo um novo representante especial para a Somália e chefe da UNSOM", acrescentou o porta-voz.

Guterres elogiou o desempenho de Haysom nos cargos que desempenhou nas Nações Unidas e defendeu que o termo 'persona non grata' não pode ser aplicado ao pessoal da ONU, porque esta é uma organização e não um Estado.

O Governo da Somália declarou Haysom, que foi nomeado para esta posição em setembro passado e também chefiou a missão da ONU no país, 'persona non grata' na terça-feira, o que o impede de continuar a operar no país.

Nicholas Haysom foi acusado de "violar os protocolos e interferir deliberadamente" na soberania e nos assuntos da Somália, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Este anúncio surgiu depois de Haysom exigir respostas numa carta às autoridades do país, do ponto de vista legal, para a prisão de Mukhtar Robow, ex-líder do grupo armado extremista Al Shabab e candidato presidencial na região Sudoeste.

Nessa carta, o representante especial para a Somália perguntou ao Governo se as forças apoiadas pela ONU estavam envolvidas ou não nas mortes de pelo menos onze pessoas, incluindo militares e manifestantes, durante os protestos que se seguiram à prisão de Robow na capital regional de Baidoa.

Somália vive um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barre, o que deixou o país sem um governo efetivo e nas mãos de milícias islâmicas e senhores da guerra.

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