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Rússia acusa Israel de violar soberania síria com ataques aéreos

A Rússia acusou hoje Israel de "violação grosseira da soberania" da Síria, cujo território foi alvo, na noite de terça-feira, de ataques aéreos das forças israelitas, segundo Damasco e Moscovo.

Rússia acusa Israel de violar soberania síria com ataques aéreos
Notícias ao Minuto

15:21 - 26/12/18 por Lusa

Mundo Síria

evidente que se trata de uma violação grosseira da soberania da Síria", afirmou, em comunicado, o ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, manifestando "grande preocupação" perante os ataques.

Segundo os média estatais sírios, a aviação israelita bombardeou, na terça-feira, locais próximos da capital, Damasco, enquanto o exército israelita afirmou estar a proteger-se de mísseis antiaéreos disparados a partir da Síria.

Por seu lado, o ministério da Defesa russo denunciou ataques "provocadores" da Força Aérea Israelita, acusando Israel de ter colocado em perigo aviões comerciais.

O ataque aconteceu, segundo os russos, quando "dois aviões comerciais se preparavam para aterrar nos aeroportos de Beirute, no Líbano, e Damasco, na Síria.

"Os ataques foram efetuados uma vez mais pelo exército israelita 'sob a proteção' de aviões comerciais", disse o porta-voz do ministério da Defesa da Rússia, Igor Konachenkov, também em comunicado.

Para evitar uma tragédia, foram impostas às forças governamentais sírias restrições ao uso de sistemas de defesa antiaérea, o que permitiu aos controladores aéreos de Damasco redirecionar um dos aviões para a base aérea russa de Hmeimim (nordeste), assegurou Konachenkov.

A aviação israelita utilizou 16 bombas durante os ataques, segundo Moscovo, tendo 14 sido destruídas pelos sistemas sírios de defesa antiaérea.

Os ataques terão causado três feridos entre os militares sírios.

Pouco depois das críticas das autoridades russas, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, elogiou a força aérea do país, durante uma cerimónia de graduação de novos pilotos.

Sem mencionar diretamente o ataque, Netanyahu assegurou que Israel continuará a agir contra o Irão, "mesmo em dias como hoje".

O primeiro-ministro israelita reafirmou que Israel não permitirá que o Irão estabeleça uma presença militar permanente na Síria e que a retirada anunciada das forças norte-americanas terá consequências nas atividades israelitas nos países vizinhos.

Sublinhou que a capacidade da Força Aérea Israelita "é inigualável" e pode alcançar lugares "perto e longe, muito longe".

A diplomacia russa disse, entretanto, que espera que o Governo da Síria tome conta das áreas ocupadas pelas forças norte-americanas após a saída destas.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, disse hoje que esses territórios devem ser entregues ao Governo sírio de acordo com a lei internacional.

Adiantou que Moscovo não tem qualquer conhecimento dos pormenores da retirada prevista das tropas dos Estados Unidos, mas considerou que, se se concretizar, contribuirá para uma solução pacífica para o conflito.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a retirada repentina das tropas norte-americanas da Síria na semana passada, surpreendendo aliados e provocando a demissão de dois de seus principais assessores.

Os EUA apoiaram, durante quatro anos, as forças lideradas pelos curdos no leste da Síria e sua retirada deixará a área aberta à disputa pelos diversos interesses no terreno.

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