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França requer julgamento de 14 envolvidos nos atentados de 2015

O Ministério Público de Paris requereu o julgamento de 14 pessoas suspeitas de apoio logístico aos autores dos ataques terroristas que provocaram a morte de 17 pessoas em janeiro de 2015.

França requer julgamento de 14 envolvidos nos atentados de 2015

Segundo fonte do processo, cabe agora aos juízes de instrução antiterrorista decidir reenviar todos ou parte desses suspeitos a um tribunal especialmente constituído, quatro anos após os atentados perpetrados pelos irmãos Chérif e Saïd Kouachi e Amedy Coulibaly, os primeiros da vaga 'jihadista' em França.

O 'jihadista' Peter Cherif, próximo dos irmãos Kouachi e preso no passado dia 16 de dezembro no Djibuti, não é visado por um mandado de prisão nesta investigação, embora seja por vezes apresentado como um possível patrocinador.

No entanto, de acordo com um comunicado da Procuradoria de Paris, três dos 14 suspeitos - Hayat Boumedienne, companheira de Coulibaly, e os dois irmãos Mehdi e Mohamed Belhoucine - são alvo de mandados de prisão, tendo partido poucos dias antes dos ataques para a região do Iraque/Síria. Os dois homens estão presumivelmente mortos.

No requerimento do Ministério Público, um documento com cerca de 500 páginas e datado a 19 de dezembro, são sustentadas as acusações mais pesadas contra o mais velho dos irmãos Belhoucine, Mohamed, e contra um homem próximo de Coulibaly, entretanto já detido, Ali Riza Polat.

A Procuradoria quer que sejam julgados por "cumplicidade nos crimes" cometidos pelos três.

Ali Riza Polat, de 33 anos, está implicado por seu papel central, ao lado de Coulibaly, no fornecimento de armas usadas nos ataques.

Mohamed Belhoucine é suspeito de ter fornecido apoio logístico e ideológico. Os investigadores determinaram que Belhoucine é o elo de ligação ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico, nomeadamente pela mensagem lida por Coulibaly num vídeo de reivindicação, e poderia ter desempenhado o papel de intermediário com um patrocinador.

A acusação também alega que estes dois protagonistas e outros onze indiciados devem responder por "associação criminosa para atos terroristas".

Para uma décima quarta pessoa, a Procuradoria defende a acusação de "associação criminosa".

Dos 18 investigados, a Procuradoria também exigiu o arquivamento do processo a três delas. Uma quarta pessoa, um menor na época dos acontecimentos, viu o seu caso ser separado e enviado para a Procuradoria de Lille.

A 07 de janeiro de 2015, os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, radicais islâmicos, mataram 12 pessoas em Paris no ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo.

No dia seguinte, Amédy Coulibaly matou um polícia municipal em Montrouge (Hauts-de-Seine) e a 09 de janeiro, matou quatro homens, todos judeus, durante a tomada de reféns no supermercado Hyper Cacher, no leste de Paris.

Depois de fugirem, os três acabaram por serem mortos pela polícia francesa.

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