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Donald Trump saiu fragilizado das eleições intercalares de novembro

Presidente dos EUA, Donald Trump, saiu fragilizado das eleições intercalares nos EUA, em 6 de novembro, com o controlo Democrata da Câmara dos Representantes e apesar da maioria Republicana no Senado.

Donald Trump saiu fragilizado das eleições intercalares de novembro
Notícias ao Minuto

17:05 - 15/12/18 por Lusa

Mundo 2018

Donald Trump chamou esta semana os líderes Democratas no Senado e na Câmara de Representantes, Chuck Schumer e Nancy Pelosi, respetivamente, para tentar obter os votos necessários para aprovar a fatura de mais de quatro mil milhões de euros para construir um muro ao longo de toda a fronteira com o México.

A resposta de Nancy Pelosi foi clara: "Não vai ter os votos de que precisa, senhor presidente!".

Pelosi representa o partido que a partir de janeiro terá uma confortável maioria na Câmara de Representantes, com 235 congressistas contra 199 Republicanos, invertendo a situação anterior de domínio Republicano, por efeito dos resultados das eleições intercalares que em novembro levaram a votos quase todos os lugares no Congresso, bem como dezenas de lugares de governadores estaduais.

Mas os Democratas celebraram apenas meia vitória, com o Partido Republicano a reforçar a maioria no Senado (53 contra 47 Democratas).

No dia seguinte às eleições, Donald Trump deu uma conferência de imprensa em que se mostrou muito satisfeito com os resultados eleitorais ("tivemos uma tremenda vitória"), mas o Presidente dos EUA foi quem mais razões teve para ficar apreensivo com a contagem dos votos.

O Partido Republicano perdeu terreno em várias regiões fundamentais para garantir uma nova vitória presidencial em 2020 e demonstrou que o partido continua remetido aos redutos eleitorais do interior do país, rurais e desfavorecidos, sem sinais de renovação.

Não menos preocupante é o facto de os Republicanos terem perdido o controlo de seis importantes governos estaduais, no momento em que vão ser redesenhados os círculos eleitorais para as próximas eleições presidenciais -- uma tarefa a cargo dos governadores e que tem fortes repercussões nos resultados dos partidos.

Por outro lado, a nova maioria Democrata na Câmara dos Representantes vai causar muitos problemas a Donald Trump, incentivando investigações aos seus negócios e promovendo averiguações a temas quentes, como o do alegado envolvimento do governo russo nas eleições de 2016, com conluio do Presidente dos EUA.

E nem a maioria Republicana no Senado dá grande alento ao Presidente, já que alguns dos novos senadores dão indicações de não estarem totalmente alinhados com a estratégia política e económica da administração Trump.

Ainda esta semana, o Senado, apesar da maioria Republicana, aprovou uma declaração indicando o nome do príncipe da coroa saudita, Mohammed bin Salman, como responsável pelo assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, na Turquia, apesar de Trump não o reconhecer, para preservar as relações económicas com a Arábia Saudita.

As eleições intercalares permitiram ainda a nomeação de um número recorde de mulheres e de representantes de minorias étnicas e religiosas (sobretudo indicados pelo Partido Democrata) no Congresso, permitindo uma renovação da classe política em Washington.

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