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ONU cria plano de ajuda de 4,8 milhões para países que acolhem refugiados

A ONU anunciou hoje o lançamento de um plano que visa angariar 4,8 milhões de euros para apoiar os países do Médio Oriente que acolhem refugiados sírios, incluindo um milhão de crianças nascidas durante o exílio.

ONU cria plano de ajuda de 4,8 milhões para países que acolhem refugiados
Notícias ao Minuto

15:04 - 11/12/18 por Lusa

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O "Plano regional de ajuda aos refugiados", dirigido pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), tem como objetivo apoiar os mais de 5,6 milhões de sírios que se encontram no Líbano, na Turquia, na Jordânia, no Egito e no Iraque, assim como os 3,9 milhões de habitantes locais das comunidades acolhedoras.

O programa visa, entre outros objetivos, proporcionar melhores oportunidades de educação aos filhos de refugiados sírios, declararam membros da organização numa conferência de imprensa.

"A maioria dessas crianças nasceram numa situação de pobreza e desemprego frequentes, onde perduram os casamentos precoces e o trabalho de menores, e onde a educação nem sempre é garantida", afirmou o diretor da ACNUR para o Médio Oriente e África do Norte, Amin Awad, recordando que cerca de 80% dos refugiados vivem abaixo do limiar da pobreza.

O plano para 2019 e 2020, que reúne em parceria mais de 200 organizações não-governamentais, vai permitir financiar diversos projetos e contribui para "melhorar os serviços de base e as oportunidades económicas".

Face aos "desafios socioeconómicos com os quais estes países acolhedores se confrontam", o plano deveria igualmente apoiar o trabalho das instituições locais e das municipalidades a favor dos refugiados.

O diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) nos países árabes, Samuel Rizk, sublinhou que o conflito sírio "não só resultou numa crise humanitária como numa crise de desenvolvimento para os países vizinhos".

Estes territórios revelaram uma especial generosidade e vivem "sob uma pressão significativa", pelo que é importante que recebam uma ajuda para aliviar a situação presente e o futuro, acrescentou ainda o responsável do PNUD.

O plano de ajuda vai ser principalmente dirigido a governos locais desses países de acolhimento porque foram indispensáveis no acolhimento dos refugiados.

As comunidades no Líbano, na Jordânia e na Turquia foram referidas como as que mais precisam de assistência.

Este tipo de programas de ajuda que iniciaram em 2015 ajudaram a reunir 12 milhões de dólares que serviram para financiar programas de formação laboral, fornecimento de serviços básicos ou o ensino de idiomas locais.

Em 2018, segundo dados da ACNUR, 37.240 deslocados regressaram de forma voluntária à Síria, principalmente a zonas onde a guerra praticamente cessou, como a capital Damasco e a sua periferia, ou as cidades de Homs e de Deraa.

Com a guerra atualmente reduzida a ações armadas na província de Idlib, Amin Awad calcula que cerca de 250 mil refugiados poderiam regressar à Síria ao longo do ano de 2019.

Entre os últimos obstáculos, o representante da ACNUR citou os problemas de documentação dos refugiados, e o perigo que existe em muitas áreas como a presença de minas terrestres ou de explosivos abandonados.

Também mencionou a necessidade do Governo sírio em pronunciar a amnistia para os que desertaram o exército, e o fornecimento de serviços básicos em zonas devastadas por sete anos de conflito.

"Estamos a trabalhar (com o Governo sírio) para eliminar estes obstáculos e para que as pessoas possam regressar a casa", sublinhou Amin Awad.

O conflito na Síria, desencadeado pela repressão sangrenta das manifestações pró democracia pelo regime de Bashar al-Assad, já causou mais de 360 mil mortos e 6,6 milhões de deslocados no interior do país, segundo dados da ACNUR.

A Turquia é o país que acolhe o maior número de refugiados sírios (3,6 milhões), seguido do Líbano (950 mil), da Jordânia (670 mil), do Iraque (250 mil) e do Egito (130 mil).

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