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UE finaliza solução para contornar bloqueio dos EUA ao petróleo iraniano

A entidade concebida pela União Europeia para continuar a comprar petróleo do Irão, apesar das sanções do EUA, pode arrancar ainda antes do fim do ano, disse hoje a chefe da diplomacia europeia.

UE finaliza solução para contornar bloqueio dos EUA ao petróleo iraniano

Federica Mogherini, principal responsável pela diplomacia da União Europeia (UE), afirmou hoje em Bruxelas, após uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, que a entidade que continuará a negociar petróleo com o Irão deverá ficar pronta nas próximas semanas.

"Não posso revelar pormenores, mas o trabalho está a progredir bem", afirmou Mogherini, acrescentando que cabe aos três países da UE signatários do acordo nuclear com o Irão (França, Alemanha e Reino Unido) terminarem o projeto.

"As discussões continuarão para decidir a forma exata deste instrumento, a sua localização e figura jurídica que assumirá, mas por enquanto nada está decidido", esclareceu a responsável da União Europeia.

Um jornal alemão avançou esta semana que a organização ficará com sede em França e será liderada por um alemão, mas nenhuma destas informações foi ainda confirmada pelas autoridades comunitárias.

"O objetivo é colocá-lo em prática o mais depressa possível", afirmou Federica Mogherini.

Nem todos os Estados membros estarão envolvidos no projeto, que será voluntário, mas os não participantes não o poderão bloquear.

O instrumento deverá assumir a forma de um veículo financeiro especial (Special Purpose Vehicle) e deverá gerar dinheiro para as compras de petróleo do Irão para a União Europeia, seguindo um modelo de câmara de compensação.

Os europeus não descartam a possibilidade de esta entidade poder alargar-se para fora do espaço comunitário, a países que decidam desafiar as sanções dos EUA, incluindo a China, a Índia e a Turquia (que, provisoriamente, ficam isentas dos boicotes).

Este projeto da União Europeia está a irritar o governo norte-americano.

O líder diplomático dos EUA, Mike Pompeo, já advertiu os europeus contra qualquer tentativa de contornar as sanções de compra de petróleo ao Irão, que visam obrigar o governo de Teerão a renegociar acordos de desnuclearização.

As sanções já tinham sido colocadas antes, mas foram levantadas em 2015, no mandato de Barack Obama na Casa Branca, quando o governo do Iraque aceitou introduzir limitações ao seu programa nuclear.

Em maio, Donald Trump considerou esse acordo insuficiente e tem vindo a endurecer a sua posição contra o Irão, condenando o que designa como "atividades malignas" de Teerão.

Com esta nova fase de sanções, os Estados Unidos esperam que todos os países reduzam a zero a importação de petróleo do Irão, o que é um duro golpe numa economia que tem no setor energético uma base fundamental.

Donald Trump anunciou, em novembro, que qualquer país que continue a fazer negócio com o Irão ficará bloqueado de acesso ao sistema bancário e financeiro dos Estados Unidos.

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