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Minoria rohingya está condenada a um longo exílio no Bangladesh

Os mais de 723.000 refugiados rohingyas, que fugiram da violência em Myanmar (ex-Birmânia) há mais de um ano, estão condenados a um longo exílio no Bangladesh após o falhanço da repatriação na semana passada, lamentou hoje o ACNUR.

Minoria rohingya está condenada a um longo exílio no Bangladesh
Notícias ao Minuto

16:14 - 23/11/18 por Lusa

Mundo ACNUR

A agência das ONU para os refugiados acrescentou que as autoridades de Myanmar são responsáveis por garantir o regresso "seguro, voluntário e digno" dos rohingyas para as suas terras no oeste do país.

"A responsabilidade de criar as condições para um regresso voluntário é de Mianmar", insistiu num comunicado a agência da ONU, acrescentando que o país deve permitir que representantes dos rohingyas visitem e verifiquem as condições dos locais onde serão colocados.

Os refugiados rohingyas exigem, como condição para o regresso, ser-lhes reconhecida a cidadania birmanesa, o que foi negado durante décadas a esta comunidade de maioria muçulmana, que está localizada no Estado de Rakhine (antigo Arakan), no oeste de Myanmar.

As autoridades de Myanmar, que consideram os imigrantes rohingyas "bengalis" (do Bangladesh), quer que se submetam a um processo longo e burocrático de verificação de cidadania.

A 15 de novembro, estava previsto o início da repatriação de um grupo reduzido de rohingyas, mas a iniciativa foi cancelada após os indicados nas listas não se terem apresentado na fronteira e não houve voluntários.

Milhares de refugiados, no entanto, reuniram-se para expressar a sua recusa em regressar ao seu país e denunciaram os abusos sofridos nas mãos do exército de Myanmar.

Hoje assinala-se um ano que Myanmar e Bangladesh concordaram, pela primeira vez, sobre o repatriamento dos refugiados, mas o início desse processo tem vindo a ser sucessivamente adiado.

"Por agora suspendemos as tarefas de verificação de voluntários. Vamos rever o processo. Mas estamos prontos, se alguém quiser ser repatriado", disse hoje o Comissário para os Refugiados do Governo do Bangladesh, Abul Kalam.

Num dos campos de refugiados no Bangladesh, o líder rohingya Abdur Rahim reconheceu que não há voluntários.

Além da cidadania, os rohingyas exigem que as suas propriedades e bens sejam restaurados e que a segurança seja garantida.

O êxodo dos rohingyas começou a 25 de agosto de 2017, após uma operação do exército de Myanmar no Estado de Rakhine, em resposta ao ataque do grupo rebelde Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA) contra 30 postos fronteiriços.

Um relatório da ONU, apresentado em setembro passado, descreveu a operação militar contra os rohingyas como "genocídio", além de encontrar evidências de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O exército do Myanmar negou abusos sistemáticos contra os rohingyas, que vivem em Rakhine sem liberdade de movimento e com acesso limitado a serviços médicos e educação.

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