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Khashoggi: Trump admite que príncipe herdeiro "podia muito bem saber"

O presidente dos Estados Unidos emitiu um comunicado onde admite que a coroa saudita poderia ter conhecimento sobre a morte de Jamal Khashoggi mas sublinha que vai manter relações com o país, "o segundo maior produtor de petróleo de mundo".

Khashoggi: Trump admite que príncipe herdeiro "podia muito bem saber"

"O crime contra Jamal Khashoggi foi um crime terrível, e um crime que o nosso país não tolera. Adotámos, até, medidas vigorosas contra aqueles que já se provou terem participado no assassinato”, começa por escrever Donald Trump, num comunicado emitido esta terça-feira, onde aborda a relações com a Arábia Saudita e com o Irão.

O presidente dos Estados Unidos indica, porém, que o país vai manter as suas relações com a Arábia Saudita e explica: “Os representantes da Arábia Saudita dizem que Jamal Khashoggi era um “inimigo do Estado” e um membro da Irmandade Muçulmana, mas a minha decisão não é de todo baseada nisso – este crime é inaceitável e horrível”.

Donald Trump acrescenta, inclusive, que a coroa saudita poderia saber do crime. “O rei Salman e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman negam vigorosamente ter tido conhecimento do planeamento ou da execução do assassinato do senhor Khashoggi. As nossas agências de informação continuam a recolher informação, mas pode muito bem ser que o príncipe herdeiro tenha tido conhecimento deste trágico evento – talvez tenha tido, talvez não”.

Trump escreve que, ainda assim, a relação dos Estados Unidos é com a Arábia Saudita. “Sempre foram um grande aliado na nossa luta muito importante contra o Irão”, justifica, indicando que os EUA continuarão a ser “um parceiro firme” daquele país. "Depois dos Estados Unidos, a Arábia Saudita é a segunda maior produção de petróleo do mundo", acrescenta, umas linhas mais abaixo.

Recorde-se que o jornal Washington Post noticiou que a Agência Central de Informações (CIA, na sigla em inglês) concluiu que o príncipe herdeiro saudita ordenou o homicídio do jornalista Jamal Khashoggi.

Jamal Khashoggi entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 2 de outubro, para obter um documento para se casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto. No mesmo dia em que o jornalista desapareceu, entraram em Istambul, em dois aviões, 15 sauditas identificados como membros da Guarda Real saudita.

Suspeita-se que estes terão estado envolvidos na morte de Khashoggi, que era uma das vozes mais críticas do poder em Riade, nomeadamente do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. O jornalista colaborava com o jornal The Washington Post e residia nos Estados Unidos desde 2017.

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