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Trump endurece posições políticas após eleições intercalares

Durante a semana após as eleições intercalares nos EUA, e perante a subida dos Democratas, Donald Trump adotou uma estratégia política agressiva, dentro e fora de fronteiras.

Trump endurece posições políticas após eleições intercalares
Notícias ao Minuto

09:45 - 14/11/18 por Lusa

Mundo EUA

Depois de perceber que o Partido Republicano tinha perdido a hegemonia do Congresso nas eleições intercalares de 06 de novembro, Donald Trump desvalorizou os resultados das urnas e prometeu que nada iria mudar na estratégia política da Casa Branca: "Faremos tudo da mesma maneira", avisou, numa conferência de Imprensa, menos de 24 horas depois do fecho das urnas.

Mas, no espaço de uma semana, o Presidente dos EUA deu sinais de endurecimento nas posições e no tom das críticas a adversários e aliados.

Na frente interna, criticou a recontagem de votos na Florida, dizendo que os candidatos Republicanos já deviam ter sido considerados vencedores e afirmando que o processo eleitoral está "massivamente infetado".

Perante os média, acusou-os de falta de imparcialidade na cobertura das eleições intercalares e expulsou da Casa Branca um repórter da estação televisiva CNN pela forma insistente como tinha colocado perguntas numa Conferência de Imprensa.

Dentro da sua equipa, aproveitou para fazer várias alterações, anunciando que tenciona demitir Kirstjen Nielsen, secretária de Estado do Interior, e dando sinais de querer afastar Nick Ayers, chefe de gabinete do Vice-Presidente Mike Pence.

Mas o mais mediático e polémico caso de afastamento aconteceu no dia a seguir às eleições, com a demissão de Jeff Sessions, o procurador-geral dos Estados Unidos, a pedido do próprio Donald Trump, por se ter escusado a investigar a potencial ingerência russa na campanha presidencial de 2016.

No meio de tudo isto, Donald Trump ainda teve tempo para criticar a forma como as florestas da Califórnia são geridas, para explicar um incêndio que já foi considerado o mais grave de sempre naquele Estado.

E ainda criticou o livro de Michelle Obama, a ex-primeira-dama dos EUA, dando a entender que inclui polémicas (nomeadamente as críticas à postura e a várias medidas políticas do atual Presidente) para justificar o generoso cheque que recebeu pela obra.

Há, contudo, um tema que parece ter desaparecido do radar das preocupações do Presidente dos EUA: a caravana de refugiados que se dirige desde a América Central e que serviu de mote para muitos comícios em que Trump apareceu ao lado de candidatos Democratas.

Trump enviou hoje o secretário de Defesa, Jim Mattis, para uma visita à fronteira do México com o Texas, mas com uma mensagem muito mais suave: "Para já, a missão é o que é, mas teremos de ver o que o futuro nos reserva".

Na frente externa, Donald Trump aproveitou a deslocação a Paris, para as comemorações do Armistício, para endurecer as críticas aos aliados europeus na área da segurança.

Através de vários 'tweets', o Presidente dos EUA condenou a ideia relançada pelo Presidente Emmanuel Macron da criação de um exército europeu, recordando os franceses de que sem a ajuda dos americanos "eles estariam a aprender a falar alemão".

No Fórum de Paris para a Paz, que se seguiu às celebrações do Armistício, Trump teve ainda oportunidade para recusar assinar o Apelo de Paris, um documento assinado por dezenas de governos e organizações para uma melhor regulação da Internet, colocando-se ao lado da China e da Rússia nessa posição.

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