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Republicanos e Democratas em lutas internas no Congresso dos EUA

Os votos das eleições intercalares nos EUA ainda não acabaram de ser contados e os partidos Republicano e Democrata já estão em lutas internas pelos lugares de líderes parlamentares.

Republicanos e Democratas em lutas internas no Congresso dos EUA
Notícias ao Minuto

13:50 - 09/11/18 por Lusa

Mundo Eleições

As eleições intercalares de terça-feira não mudaram a maioria Republicana no Senado, mas entregaram o controlo da Câmara dos Representantes aos Democratas, num resultado que já agita as fações de ambos os partidos.

Kevin McCarthy, líder da bancada do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, sabia que a sua vida não ficaria fácil, depois da derrota eleitoral nas intercalares.

O que McCarthy não contava é que a luta pelo seu lugar no Congresso começasse a ser disputado tão cedo, depois de Jim Jordan, co-fundador do movimento Freedom Caucus, ter anunciado, horas depois de conhecidos os resultados eleitorais, que se candidatava para ser o líder da nova minoria Republicana.

Na ressaca das eleições intercalares, a ala conservadora começou a culpar a máquina do Partido Republicano pela perda da maioria na Câmara dos Representantes.

Perante essas acusações, vindas de políticos próximos dos movimentos como o Freedom Caucus e o Tea Party, Kevin McCarthy começou a fazer telefonemas, para tentar reforçar a sua posição no Congresso.

Mas não conseguiu travar a candidatura de Jim Jordan, nem de Liz Cheney, filha do ex-vice-Presidente dos EUA Dick Cheney, que também anunciou a sua intenção de ser líder parlamentar.

Donald Trump tem-se mostrado imparcial nesta luta, dizendo que ficaria feliz de trabalhar com qualquer um dos potenciais candidatos congressistas do seu partido.

Do lado democrata, apesar da reconquista da maioria na Câmara dos Representantes (tendo 225 dos 435 lugares), a liderança da bancada parlamentar também aqueceu, com a incumbente Nancy Pelosi a ser contestada internamente.

Um grupo de congressistas Democratas escreveu quinta-feira uma carta explicando porque não quer que Pelosi seja a 'speaker' da Câmara dos Representantes e ameaçando ter já os votos suficientes para a impedir dessa ambição.

Os aliados de Pelosi dizem que as acusações de ela ser uma líder frágil são exageradas e desajustadas e lembram que ela ainda esta semana recebeu um elogio do Presidente Donald Trump, que disse ir gostar de trabalhar com ela.

Ora, este elogio presidencial é exatamente um dos argumentos dos opositores internos de Nancy Pelosi, que dizem que ela é demasiado suave na contestação às políticas de Trump e à agenda Republicana no Congresso.

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