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Trump procura segurar maioria Republicana no Senado com discursos duros

Donald Trump foi incansável no apoio aos candidatos Republicanos nas eleições intercalares nos Estados Unidos, com discursos duros e já a pensar na sua recandidatura presidencial.

Trump procura segurar maioria Republicana no Senado com discursos duros
Notícias ao Minuto

21:34 - 03/11/18 por Lusa

Mundo EUA

Quem olhar para o mapa dos comícios de Donald Trump na reta final da campanha para as eleições intercalares nos Estados Unidos da América (EUA), que decorrem na terça-feira, percebe que o Presidente está muito mais preocupado com a corrida para o Senado do que para o Congresso.

Os palcos que Trump pisou foram essencialmente de localidades em Estados onde os Republicanos precisam de segurar a maioria ligeira que têm no Senado, mais que aqueles onde os Democratas estão prestes a ganhar lugares no Congresso (e são muitos e provavelmente tirarão a vantagem dos Republicanos).

As viagens ao Indiana ou ao Missouri (onde os incumbentes Democratas Joe Donnely e Claire McCaskill, respetivamente, são considerados derrotáveis pelos Republicanos) revelam a estratégia eleitoral do Presidente centrada nas disputas onde o seu partido pode sair vencedor.

Os estrategos Republicanos procuraram um roteiro presidencial para tirar proveito da popularidade de Donald Trump nos círculos eleitorais mais conservadores, onde em 2016 ele teve bons resultados e a sua popularidade ainda mantém níveis aceitáveis.

E o discurso de comícios de Donald Trump não mudou muito desde as eleições presidenciais de há dois anos.

Trump continua com o tom duro e provocador que o ajudou a chegar à Casa Branca, com fortes ataques aos resultados económicos e políticos do mandato de Barack Obama e com referências à necessidade de os EUA recuperarem o prestígio perdido pelas cedências à "ideologia do globalismo", através de medidas protecionistas.

Trump procurou também tirar proveito dos acontecimentos de atualidade, usando a caravana de refugiados oriundos da América Central para retomar o tema da segurança interna (prometendo colocar o exército a guardar a fronteira com o México), ou ameaçando romper os tratados nucleares com a Rússia (para provar que os EUA não cedem perante os seus adversários tradicionais).

E quando a realidade dos factos lhe era desfavorável, como quando houve envio de dispositivos explosivos por correio para algumas figuras ligadas ao Partido Democrata (incluindo Hillary Clinton e Barack Obama), Trump aproveitava para fazer o discurso de unidade, dizendo que em tempos de crise não se deviam arriscar mudanças políticas (procurando explicar por que o Congresso e Senado deveriam continuar nas mãos dos Republicanos).

A componente económica também tem sido um dos focos da campanha que Trump procurou levar para os palcos de comício, junto de candidatos a congressistas, senadores e governadores, reforçando a mensagem que um anúncio televisivo pago pelo Partido Republicano tem feito passar em várias cadeias noticiosas, onde se recordam os anos de crise do mandato de Obama e se menciona a descida do desemprego, a subida das bolsas e dos índices económicos, no tempo de Trump.

Trump teve a resposta aos seus discursos da boca do próprio Barack Obama, que tem participado em comícios de candidatos Democratas e que aproveita para perguntar por que o atual presidente não fala das questões que, na sua opinião, mais interessam aos americanos, como as soluções para a segurança social.

E quando Trump procura moderar o seu discurso, a audiência dos comícios não gosta, como aconteceu logo a seguir ao tiroteio que fez várias vítimas mortais numa sinagoga de Pittsburgh, em que o Presidente disse que iria ser mais leve nas suas críticas aos Democratas, em tempo de luto e dor, sendo de imediato vaiado pela audiência.

"Eu já imaginava que iriam ter essa reação", disse Trump, num comício em Illinois, na noite seguinte ao tiroteio, para de seguida retomar os ataques duros aos candidatos Democratas, em palavras que analistas consideram ser já um teste à sua recandidatura à Casa Branca, dentro de dois anos.

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