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Contrabandistas extraíram ilegalmente 150 quilos de ouro de minas

Dois alegados contrabandistas foram detidos pelas autoridades venezuelanas por extração ilegal em 2018 de 150 quilogramas daquele metal de minas do Estado de Bolívar.

Contrabandistas extraíram ilegalmente 150 quilos de ouro de minas
Notícias ao Minuto

23:59 - 01/11/18 por Lusa

Mundo Venezuela

Entre os detidos figura o 'czar do ouro de El Callao' (840 quilómetros a sudeste de Caracas).

As detenções foram confirmadas pelo Ministério Público, que acusa ainda os detidos de financiar grupos criminosos que assassinam os mineiros do país.

Segundo o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte, Tarek William Saab, os detidos foram identificados como Higínio Benítez Mendoza (ex-chefe do Escritório Nacional de Inspeção Mineira) y Eduardo Enrique González Mejía, conhecido como El Tati, e conhecido como o 'czar do ouro de El Callao' e cabecilha de grupos criminosos.

"Determinou-se que González financiava grupos criminosos assassinos que operam nas minas de Bolívar (Estado do sudeste da Venezuela), para comprar a maior quantidade de ouro que depois era comercializado de maneira irregular no estrangeiro", disse Tarek Saab numa conferência de imprensa em Caracas.

O "czar do Ouro" é proprietário da empresa "Molinos La Vanguardia" que opera a maioria das máquinas de extração de ouro das minas e os "moinhos" que o processam.

O outro detido, Higínio Benítez Mendoza, é ainda acusado de outorgar licenças de maneira irregular para exploração de ouro.

"Este ex-funcionário não realizou as fiscalizações e inspeções correspondentes, nas minas, para verificar que a produção seria destinada à (estatal) Minerven, permitiu que as minas fossem exploradas indiscriminadamente e que fossem violados protocolos e normativas", explicou o procurador.

A Venezuela possui importantes minas de ouro e outros metais, principalmente no sudeste do país, entre elas El Callao (Estado de Bolívar), que tem levado grupos de venezuelanos a emigrarem para essas localidades à procura de estabilidade económica.

No entanto, em Bolívar, são frequentes as notícias de assassinatos e "massacres" em minas, o último deles em outubro de 2018, que deixou 16 pessoas desaparecidas.

A oposição venezuelana tem denunciado que a presença de alegados grupos subversivos e guerrilheiros, entre eles do Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN).

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