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Aliados e Rússia "vão agir de forma respeitável", garante NATO

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, manifestou-se hoje confiante de que tanto os aliados ocidentais como a Rússia "vão agir de forma respeitável" quando ambas as partes realizam exercícios militares ao largo da costa da Noruega.

Aliados e Rússia "vão agir de forma respeitável", garante NATO

Ao assistir aos exercícios militares 'Trident Juncture', da NATO, na sua Noruega natal, Stoltenberg disse hoje que "não se trata de uma situação de Guerra Fria", sublinhando que o objetivo é "apenas prevenir e não provocar".

A Rússia foi informada pela NATO sobre os exercícios em curso e convidada a monitorizá-los, mas ainda assim reagiu mal.

Moscovo avisou que poderia ser forçada a responder ao aumento das atividades militares da NATO e anunciou a intenção de testar mísseis em águas internacionais, perto do local onde a aliança atlântica está a realizar os seus maiores exercícios militares desde o fim da Guerra Fria.

Os testes de mísseis russos decorrem entre 01 e 03 de novembro ao largo da costa ocidental da Noruega, enquanto os exercícios da NATO, que terminam a 07 de novembro, decorrem na zona central e oriental da Noruega, no Atlântico Norte e no Mar Báltico.

"É um exercício necessário" para "enviar um forte sinal de unidade", disse hoje Stoltenberg aos jornalistas quando visitava as manobras da NATO.

"Estamos a treinar em território da NATO", acrescentou.

Quase 50 mil efetivos de todos os 29 estados membros da NATO, bem como dos parceiros Finlândia e Suécia, iniciaram no dia 25 na Noruega as manobras do 'Trident Juncture'.

O exercício envolve 65 navios, 250 aviões e 10 mil veículos e simula um cenário hipotético em que é necessário restaurar a soberania da Noruega após um ataque de um agressor fictício.

O objetivo é "demonstrar a capacidade de defesa da NATO face a qualquer adversário", afirmou, na semana passada, o almirante norte-americano e comandante-chefe do exercício, James Foggo.

"Não tem como alvo nenhum país em particular", frisou o oficial norte-americano, citado pelas agências internacionais.

No início deste mês, o almirante norte-americano reconheceu, no entanto, que dirigir um "efeito dissuasor" à Rússia era um dos objetivos destas manobras militares.

"Vão ver naquilo que somos bons e julgo que terá um efeito dissuasor", declarou então James Foggo numa referência à Rússia, ao ser questionado durante uma conferência de imprensa no Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos).

Esta demonstração de força por parte da Aliança Atlântica em território norueguês, país vizinho da Rússia, está a irritar Moscovo.

Por seu lado, a Rússia realizou em setembro último, em colaboração com a China, uma das suas manobras militares de maior envergadura nas últimas décadas.

O exercício, conduzido perto das fronteiras russas orientais, mobilizou cerca de 300 mil tropas e dezenas de milhares de veículos terrestres, aeronaves e navios.

O nível de tensão aumentou há duas semanas, quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retirada dos Estados Unidos do tratado sobre armas nucleares de alcance intermédio (INF, na sigla em inglês), assinado em 1987 com a Rússia, e fez crescer os receios de uma potencial nova corrida ao armamento.

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