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Ações do Reino Unido contra Arábia Saudita vão depender da investigação

O governo britânico vai aguardar pelo desfecho das investigações à morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi para tomar medidas contra a Arábia Saudita, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt.

Ações do Reino Unido contra Arábia Saudita vão depender da investigação

As ações que o Reino Unido vai tomar vão depender, vincou, "da credibilidade da explicação final da Arábia Saudita e, em segundo lugar, da nossa confiança de um episódio chocante como este não pode nem vai repetir-se", disse, perante os deputados, numa declaração especial sobre o tema.

Atribuindo às autoridades turcas a responsabilidade pela investigação, disse que é preciso estabelecer "quem autorizou o envio de 15 funcionários da Arábia Saudita para a Turquia, quando é que o governo em Riade soube pela primeira vez do sr. Khashoggi, o que aconteceu com o corpo, porque é que demorou tanto a permissão para os investigadores turcos entrarem no consulado e por que demorou até o dia 19 de outubro para confirmar que o senhor Khashoggi tinha morrido 17 dias antes".

Embora reiterando a condenação ao homicídio pela primeira-ministra britânica, Theresa May, pouco antes, Hunt considera que "somente após uma investigação completa será possível atribuir responsabilidade e garantir que quaisquer crimes sejam punidos seguindo os devidos procedimentos".

Confrontado pela responsável do partido Trabalhista para os Negócios Estrangeiros, sobre as consequências imediatas, Emily Thornberry sugeriu a aplicação de sanções financeiras sobre elementos do regime, incluindo sobre o príncipe Mohammed Bin Salman, a suspensão da venda de armas à Arábia Saudita e avançar com uma resolução na ONU para impor um cessar-fogo no Iémen.

"Três maneiras para mostrar à Arábia Saudita que há consequências para as suas ações, três maneiras para acabar com a sua impunidade e convencer a mudar a atitude e três maneiras de mostrar a este príncipe que já deixaremos que nos tomem por tolos e que achamos que já chega", argumentou.

Porém, Hunt disse que está muito em jogo, nomeadamente cooperação em matéria de combate ao terrorismo e empregos dependentes das relações económicas bilaterais, e indicou que potenciais medidas serão tomadas em conjunto com outros países da UE e com os EUA.

Londres já tinha emitido duas declarações em conjunto com Paris e Berlim a pedir explicações sobre as circunstâncias da morte de Khashoggi, a última das quais no domingo.

Jamal Khashoggi, 60 anos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 02 de outubro, para obter um documento para casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto.

Jornalista saudita residente nos Estados Unidos desde 2017, Khashoggi era apontado como uma das vozes mais críticas da monarquia saudita.

As autoridades sauditas já reconheceram que o jornalista foi morto no seu consulado em Istambul durante uma luta, referindo que 18 sauditas estão detidos como suspeitos, anunciou a agência oficial de notícias SPA.

A mesma fonte revelou também que um conselheiro próximo do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, foi demitido, juntamente com três líderes dos serviços de inteligência do reino e oficiais.

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