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Extensão do período de implementação da saída da UE é "indesejável"

A extensão do período de implementação da saída britânica da UE é "indesejável" mas importante para romper o impasse nas negociações, defendeu hoje a primeira-ministra, Theresa May, ao definir quatro passos para fechar o acordo.

Extensão do período de implementação da saída da UE é "indesejável"

Londres, 22 out (Lusa) - A extensão do período de implementação da saída britânica da UE é "indesejável" mas importante para romper o impasse nas negociações, defendeu hoje a primeira-ministra, Theresa May, ao definir quatro passos para fechar o acordo.

"Eu não quero estender o período de implementação - e não acredito que seja necessário estendê-lo. Vejo qualquer extensão - ou estar em qualquer forma de solução de recuso [backstop] - como indesejável", afirmou hoje aos deputados.

Esta solução, vincou, será ativada apenas se não estiver pronto um acordo para as futuras relações comerciais com os restantes 27 Estados membros da UE em 31 de dezembro de 2020, quando acaba o período de transição.

"Por isso, o que estou a dizer é que, se no final de 2020, o nosso futuro relacionamento ainda não estiver pronto, a proposta é que o Reino Unido seja capaz de fazer uma escolha soberana entre uma solução alfandegária para todo o Reino Unido ou uma pequena extensão do período de implementação", afirmou a chefe de governo.

May falava na Câmara dos Comuns, no parlamento britânico, onde atualizou os deputados sobre as discussões no Conselho Europeu da semana passada, incluindo sobre o Brexit.

O principal obstáculo para um acordo tem sido encontrar uma maneira de evitar postos alfandegários e outras barreiras na fronteira entre a Irlanda do Norte, território britânico, e a Irlanda, país membro da UE.

Ambas as partes concordam que não devem haver uma fronteira física que perturbe os negócios de empresas e as vidas de residentes de ambos os lados e ponha em causa o processo de paz negociado para a Irlanda do Norte.

Bruxelas rejeitou a proposta de May para uma zona de comércio livre para bens e produtos alimentares com a UE e Londres rejeitou a solução europeia de manter a Irlanda do Norte no mercado único até ser concluído um entendimento para as relações comerciais.

Hoje, a primeira-ministra garantiu que "95% do Acordo do Saída e dos respetivos protocolos estão resolvidos", incluindo questões como Gibraltar, o território britânico no extremo da Península Ibérica que Espanha reivindica, e as bases militares britânicas no Chipre e matérias relacionadas com transportes e segurança.

Porém, para chegar a um entendimento, defende que devem ser dados quatro passos, nomeadamente encontrar um quadro jurídico para uma solução temporária em termos alfandegários e uma opção que permita a extensão do período de implementação como uma alternativa à solução de recurso [backstop] europeia.

Os passos seguintes são assegurar que, se for necessário usar seja a chamada "backstop" ou a extensão do Período de Implementação, o Reino Unido fique indefinidamente em nenhum dos modelos.

"Não aceitaríamos uma posição em que o Reino Unido, tendo negociado de boa fé um acordo que impede uma fronteira física na Irlanda do Norte, se encontrasse, no entanto, trancado num acordo alternativo e inferior contra a nossa vontade", justificou.

Por fim, May promete cumprir o compromisso de assegurar o acesso contínuo e por inteiro das empresas da Irlanda do Norte a todo o mercado interno do Reino Unido, ou seja, sem que a Irlanda do Norte siga regras diferentes do resto do país.

Confrontada várias vezes a reagir à dimensão da manifestação de sábado, que mobilizou cerca de 700 mil pessoas, May reiterou ser contra um referendo ao acordo, pois enviaria a mensagem de que os políticos pensam que os eleitores se enganaram no referendo de 2016.

Publicados hoje, os resultados das sondagens regulares feitas pela empresa YouGov indicam que 71% das pessoas consideram que as negociações do Brexit estão a correr mal, e apenas 18% estão otimistas, mas só 45% contra 42% pensam que sair da UE foi uma má ideia.

Mesmo assim, a maioria dos inquiridos (38%) prefere Theresa May para chefiar o governo, e apenas 24 por cento escolhem o líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn.

A mesma sondagem dá também vantagem ao partido Conservador para vencer eleições legislativas, com 41%, mas apenas com uma diferença de cinco pontos percentuais, contra 36% do principal partido da oposição.

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