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Salvini convida homólogo francês para debater cooperação fronteiriça

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, convidou hoje o seu homólogo francês, Christophe Castaner, para uma reunião destinada a melhorar a cooperação fronteiriça, mas manteve as patrulhas para evitar a devolução de migrantes.

Salvini convida homólogo francês para debater cooperação fronteiriça
Notícias ao Minuto

15:40 - 21/10/18 por Lusa

Mundo Diplomacia

"A Itália deixou de estar resignada a ser o campo de refugiados na Europa, às ordens de Bruxelas e Berlim. Espero o meu colega ministro do Interior Castaner em Roma, mas, enquanto esperamos, continuamos a patrulhar as fronteiras", anunciou Salvini nas redes sociais.

No sábado à noite, a França propôs um encontro "o mais cedo possível", mas limitado a um nível regional "para melhorar a cooperação" na fronteira.

Ao longo da semana, Salvini insurgiu-se várias vezes contra as operações de devolução de migrantes, com a polícia francesa a entrar em território italiano.

Num dos incidentes, as autoridades francesas disseram que se tratou de "um erro" por a polícia conhecer mal a zona, no segundo caso, os franceses disseram que era uma "prática acordada" pelas duas partes.

"Não há acordo bilateral entre Itália e França, oficial e escrito, que permita este tipo de operação", disse no sábado Salvini.

Nesse dia, a polícia italiana foi destacada para patrulhar a fronteira francesa na localidade de Clavière, um dos pontos a partir dos quais milhares de migrantes procuram todos os anos chegar a França.

Muitos são intercetados e reconduzidos à fronteira. Desde janeiro, foram registados mais de 45.000 casos destes, segundo o Ministério do Interior francês.

Numa entrevista ao semanário Journal du Dimanche, Castaner, que assumiu funções na passada terça-feira, disse que não queria "acrescentar polémica à polémica", mas defendeu uma "política firme contra a imigração irregular".

As relações entre Roma e Paris tornaram-se mais tensas nos últimos meses. A Itália acusa os parceiros europeus, a começar pela França, de deixarem as autoridades italianas sem apoio para gerir a crise migratória, depois de 700.000 migrantes terem chegado à costa italiana desde 2013.

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