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Haddad afirma que Bolsonaro é uma "aberração" e "só vomita barbaridades"

O candidato trabalhista Fernando Haddad disse hoje que o seu adversário, na segunda volta das presidenciais brasileiras, o social-liberal Jair Bolsonaro, é uma "aberração" e "só vomita barbaridades" e voltou a denunciar a campanha de difamação digital contra si.

Haddad afirma que Bolsonaro é uma "aberração" e "só vomita barbaridades"
Notícias ao Minuto

17:44 - 20/10/18 por Lusa

Mundo Brasil

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) disse hoje num comício que Bolsonaro "é uma aberração que só fala sobre a violência e apenas ofende" os "nordestinos, mulheres e negros".

"Há 28 anos [que Bolsonaro] está no Congresso como deputado federal e só vomita barbaridades", disse Haddad, que falava em Fortaleza, capital do Estado do Ceará, uma região empobrecido no nordeste do Brasil, que foi fundamental para o levar à segunda volta.

"Apenas tem ódio em seu coração", acrescentou o herdeiro político do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado por corrupção e impedido de participar nas eleições.

Bolsonaro é um candidato "criado pela elite" e empresários importantes que "se uniram e criaram uma organização criminosa para colocar no 'whatsapp' dinheiro sujo", a fim de realizar uma campanha de difamação massiva contra si.

O candidato do PT lembrou que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público estão a investigar o alegado financiamento ilegal por parte de algumas empresas do país que, aparentemente compraram pacotes de mensagens "falsas" contrárias às do PT para disseminar por milhões de utilizadores da rede social 'Whatsapp'.

"A ideia era que isso teria terminado na primeira volta e não seria descoberto", mas Bolsonaro não ultrapassou os 50% dos votos na primeira volta, a 07 de outubro, "e foi forçado a disputar o segundo turno" e "agora toda a sujeira vem à luz e terá que explicar", disse Haddad.

A oito dias para a eleição decisiva, a última sondagem, divulgada na passada quinta-feira dá 41% das intenções de voto a Haddad, abaixo dos 59% que alcançará o ex-capitão do Exército na reserva, que serviu ditadura militar (1964-1985), noticiou a Efe.

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