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Noruega pede desculpa a mulheres atacadas por se envolveram com nazis

Quando exército nazi invadiu a Noruega, foram incentivadas as relações com mulheres norueguesas como forma de aumentar número de arianos.

Noruega pede desculpa a mulheres atacadas por se envolveram com nazis
Notícias ao Minuto

23:21 - 17/10/18 por Pedro Filipe Pina 

Mundo História

Erna Solberg, primeira-ministra da Noruega, emitiu esta quarta-feira um pedido de desculpas em nome do país a mulheres que se envolveram com nazis no tempo da Segunda Guerra Mundial.

O tema foi sempre sensível ao longo das décadas e só em 2018 surge uma posição oficial do país a lamentar a forma "indigna" como certas mulheres foram tratadas.

A Noruega era um país neutral quando foi invadida pelo exército nazi, em abril de 1940.

Ao contrário do que aconteceu noutros países e com certas etnias, as relações entre militares germânicos e mulheres norueguesas foram incentivadas, nomeadamente por Heinrich Himmler, líder das SS e uma das figuras de topo da cúpula nazi. Sendo uma população nórdica, Himmler defendia que esta seria uma forma de aumentar a raça ariana.

Conta a BBC que se estima que cerca de 50 mil adolescentes e mulheres terão mantido a dada altura relações com elementos do exército invasor. A maioria das crianças fruto de relações entre militares alemães e mulheres norueguesas acabou por nascer na maternidade Lebensborn ('fonte da vida'), gerida pelos nazis.

À medida que o exército nazi foi sendo escorraçado e começou a retirar, a libertação de países invadidos contou com episódios de violência social para quem ficou e passou a ser visto como traidor. Estas mulheres, à imagem do que aconteceu noutros países, acabaram por ser alvo de discriminação e dos mais diversos crimes. Ficaram conhecidas como as 'raparigas germânicas'.

Erna Solberg fez o pedido de desculpas em nome do país esta quarta-feira num evento que assinalou os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

"Jovens raparigas e mulheres norueguesas que mantiveram relações com soldados germânicos, ou eram suspeitas de terem mantido relações íntimas, foram vítimas de um tratamento indigno", afirmou.

Erna Solberg explicou de seguida que as autoridades norueguesas, naquele tempo, "violaram o princípio fundamental de que nenhum cidadão pode ser sentenciado sem julgamento".

"Para muitas", acrescentou ainda neste gesto de reconciliação com o passado, "foi apenas um amor adolescente, outras tiveram num soldado inimigo o amor das suas vidas, outras tiveram só um 'flirt' que deixou marcas para o resto das suas vidas. Hoje, em nome do Governo, quero apresentar as minhas desculpas".

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