Meteorologia

  • 23 OUTUBRO 2018
Tempo
16º
MIN 15º MÁX 17º

Edição

Banco Mundial e tecnologia são "cruciais" para erradicar fome no mundo

O secretário-geral da ONU disse hoje em Bali, Indonésia, que a tecnologia e o Banco Mundial são cruciais para erradicar a fome que continua a crescer no mundo, em especial em África e na América do Sul.

Banco Mundial e tecnologia são "cruciais" para erradicar fome no mundo
Notícias ao Minuto

06:52 - 13/10/18 por Lusa

Mundo ONU

"Estamos hoje a viver um paradoxo: observamos o crescimento da economia a nível global, um decréscimo da pobreza, mas a fome continua a aumentar", afirmou António Guterres numa conferência em Bali, no âmbito dos Encontros Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

O líder da ONU descreveu como "crucial a colaboração estabelecida com o Banco Mundial", para assegurar fundos, bem como uma crescente introdução da tecnologia para garantir uma resposta cada vez mais rápida.

"Temos de ter a capacidade para detetar, agir rapidamente e de criar resiliência" nos países e nas zonas afetadas, "sendo importante sublinhar que estes casos nunca têm a ver com a falta de alimentos, mas de outras situações como é o caso de conflitos", explicou Guterres.

"A tecnologia, hoje, é crucial, na prevenção e deteção precoce dos casos", acrescentou, uma posição secundada pelo presidente do Banco Mundial, ao lembrar que "quando se age rapidamente os custos para erradicar a fome descem cerca de 30%".

O número de pessoas subnutridas aumentou de 804 milhões em 2016 para cerca de 821 milhões em 2017.

O relatório 'Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo em 2018', divulgado em setembro, revela que o mundo regressou a níveis registados há uma década.

Segundo a pesquisa, sem mais esforços urgentes, a comunidade internacional não vai cumprir o objetivo de erradicar a fome até 2030.

De acordo com o relatório, a situação está a piorar na América do Sul e em algumas regiões de África e a tendência de descida na Ásia também está a desacelerar de forma significativa.

Aquando da divulgação dos resultados, a ONU citava na sua página da Internet a especialista em segurança alimentar e nutrição da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que descrevia como difícil a situação nos países lusófonos.

"A prevalência de subalimentação, que é o indicador de fome (...), aponta para quadros piores em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Nesses países, é estimado que entre 24% e 30% da população pode estar sem acesso à energia alimentar suficiente para uma vida sã e ativa", referiu Anna Kepple.

Entre o biénio 2004--2006 e o biénio 2015--2017, a percentagem de pessoas subnutridas em Moçambique passou de 7,7 milhões para 8,8 milhões. Na Guiné-Bissau, subiu de 300 mil pessoas para 500 mil, segundo a ONU.

Já em Angola a situação melhorou, depois de passar de 10,7 para 6,9 milhões, e o mesmo se passou no Brasil, descendo de 8,6 milhões para 5,2 milhões, enquanto que em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde a situação manteve-se, com menos de 100 mil pessoas subnutridas nos dois países.

Finalmente, em Portugal, os números também se mantiveram inalterados, com menos de 300 mil pessoas afetadas por subnutrição.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório