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Mais um dia, mais um tiroteio nos EUA, com 'exceção' que confirma a regra

Uma mulher disparou sobre várias pessoas junto a um armazém. Matou três antes de dar disparar sobre si própria.

Mais um dia, mais um tiroteio nos EUA, com 'exceção' que confirma a regra
Notícias ao Minuto

08:25 - 21/09/18 por Pedro Filipe Pina 

Mundo Maryland

Uma mulher de 26 anos matou três pessoas e feriu gravemente outras três num tiroteio junto a um armazém de produtos farmacêuticos, em Baltimore, no estado de Maryland, EUA. De seguida, apontou a arma à própria cabeça e disparou.

A polícia demorou apenas cinco minutos a chegar ao local. Mas, quando chegou, o tiroteio já tinha terminado. A atiradora, identificada como Snochia Moseley, estava já no chão. Ainda foi hospitalizada em estado crítico mas acabou por não sobreviver.

Este tiroteio aconteceu pouco mais de 24h após outros dois tiroteios, um num tribunal na Pensilvânia, onde foram feridas quatro pessoas, e o outro numa empresa de software no Wisconsin, de onde resultaram outras cinco vítimas. Em ambos os casos, apenas o  atirador morreu após ser atingido pela polícia.

Num país onde as armas proliferam e os tiroteios são cada vez mais frequentes não é de estranhar as condições em que o tiroteio teve lugar: Snochia Moseley chegou ao local do tiroteio armada com uma pistola semiautomática Glock de calibre 9 mm, com várias munições. A arma e as munições tinham sido compradas pela própria legalmente.

As autoridades ainda estão a investigar os motivos para o tiroteio mas aos poucos vão surgindo as primeiras pistas. A CNN refere, citando fonte próxima do processo, que a mulher seria uma empregada descontente do armazém onde tudo aconteceu. O Washington Post refere que a atiradora já teria tentado cometer suicídio por duas vezes.

Regras e exceções

Eis o que parece ser a regra por estes dias nos EUA: em junho de 2018, estava ainda a terminar o primeiro semestre do ano, o Business Insider realçava que os EUA já tinham sido palco de 154 tiroteios só este ano.

A contabilidade fora feita precisamente após um tiroteio que chegou à imprensa internacional, quando um antigo empregado, munido de uma caçadeira, matou cinco pessoas na redação do Capital Gazzette, um tiroteio curiosamente ocorrido em Annapolis, capital do mesmo estado onde decorreu o tiroteio da última quinta-feira.

Eis a exceção: os tiroteios em massa cometidos por mulheres são raros. Realça a BBC que em mais de 95% dos casos o atirador é um homem. Snochia Moseley surge aqui como um desses casos raros, mas um que confirma a realidade violenta dos EUA.

Segundo dados do Gun Violence Archive, uma organização que acompanha dados de imprensa e autoridades sobre violência com armas, pelo menos 15.549 morreram em 2017 vítimas de armas nos EUA - um número que excluiu a maioria dos suicídios. O mesmo site dá conta que em 2018 mais de 10.500 pessoas morreram nos EUA na sequência da violência de armas. 

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