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Detido empresário sul-africano raptado em agosto no norte de Moçambique

Um empresário sul-africano, que foi raptado no norte de Moçambique em agosto, está detido, acusado de envolvimento nos ataques protagonizados por grupos armados na região, disse hoje a mulher à Lusa.

Detido empresário sul-africano raptado em agosto no norte de Moçambique
Notícias ao Minuto

20:00 - 17/09/18 por Lusa

Mundo Cabo Delgado

"Ele foi detido no dia 11 de setembro, um dia depois de ter alta, e as autoridades dizem que há duas testemunhas que garantem que ele está envolvido nos ataques armados em Cabo Delgado", disse Francis Hanekon, mulher do empresário.

A Lusa entrou em contacto com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Cabo Delgado, Augusto Guta, que disse não ter informações sobre o caso, mas prometeu averiguar.

"A última informação que tivemos era de que ele estava no Hospital Provincial de Pemba. Não confirmo a informação segundo a qual ele foi detido", referiu o porta-voz da polícia moçambicana.

Segundo a mulher do empresário sul-africano, Andre Hanekon, com cerca de 60 anos, está detido na terceira esquadra de Pemba (capital da província de Cabo Delgado, na costa nordeste de Moçambique).

"Eles deixam-me entrar para tirar o penso das feridas, porque ele ainda não está bem, mas não me deixam ficar lá por muito tempo", relatou Francis Hanekon.

Hanekon trabalha desde 2012 na área do transporte marítimo, em Palma, na província de Cabo Delgado.

No dia 01 de agosto, o homem foi raptado num hotel em Palma por um grupo de quatro pessoas encapuzadas e que vestiam uniformes militares, contou à Lusa, na altura, o diretor do empreendimento hoteleiro onde o rapto ocorreu.

Segundo a mulher, o rapto aconteceu depois de circularem rumores de que o empresário poderia ser o mandante de ataques armados que têm acontecido na região, alegações que ela e empresários locais disseram não fazer sentido.

O rapto nunca chegou a ser esclarecido pelas autoridades e Andre Hanekon foi resgatado pelas Forças de Defesa e Segurança no distrito de Mocímboa da Praia, segundo as autoridades moçambicanas.

Em declarações à imprensa no Hospital Provincial de Pemba, o empresário disse que, além de terem ficado com dinheiro, celulares e documentos, os raptores o levaram para uma mata, depois de o terem baleado.

Povoações remotas da província de Cabo Delgado, situada entre 1.500 a 2.000 quilómetros a norte de Maputo, têm sido saqueadas com violência por desconhecidos desde outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortes e deslocados.

Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

Os ataques acontecem num momento em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.

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