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Mauritânia vota hoje segunda volta das eleições nacionais

Cerca 1,4 milhões de mauritanos são hoje chamados a votar na segunda volta das eleições legislativas, regionais e locais, com o partido no poder a espera obter uma maioria "esmagadora" depois dos resultados na primeira ronda.

Mauritânia vota hoje segunda volta das eleições nacionais
Notícias ao Minuto

06:20 - 15/09/18 por Lusa

Mundo Assembleia

Nesta segunda volta deverão ser escolhidos mais 22 deputados e decididos os destinos de nove conselhos regionais e 111 comunas, de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni) da Mauritânia.

Depois da investidura da nova Assembleia Nacional, os seus membros votarão em quatro representantes dos mauritanos no estrangeiro, elevando para 26 o número de deputados que resta eleger.

Dos 157 lugares disponíveis na Assembleia Nacional, 131 foram atribuídos na primeira volta, que contou com uma afluência de 73,4%.

Na votação de 01 de setembro, a União Pela República (UPR), partido no poder, conquistou 67 desses lugares, contra 14 do partido islamita Tewassoul, o segundo mais votado.

O UPR também assegurou quatro conselhos regionais dos 13 do país e 108 das 219 comunas, de acordo com o porta-voz do Ceni, Moustapha Sidel Moktar.

Outros partidos da "oposição e da maioria estarão representados igualmente na Assembleia Nacional, com o número de deputados a variar entre seis e um", avançou Sidel Moktar.

O UPR encara a segunda volta com confiança.

"Temos a certeza que vamos ganhar uma maioria esmagadora", afirmou o presidente do UPR, Sidi Mohamed Ould Maham, numa conferência de imprensa de antevisão do escrutínio.

O líder do partido do Presidente mauritano, Mohamed Ould Abdel Aziz, alertou, no entanto, para o "discurso extremista e perigoso dos islamitas".

Ould Maham criticou ainda os extremistas que "jogam com a fibra étnica, racista e sectária, com vista a dividir o povo mauritânio et prejudicar a sua união e coesão social".

As declarações aludiam ao ativista antiesclavagista Biram Ould Dah Ould Abeid, eleito para a Assembleia Nacional, defensor da comunidade "haratine", descendente de escravos negros.

As eleições de hoje são consideradas como um último teste a Aziz e à oposição antes das presidenciais de 2019.

Aziz, um antigo general, chegou ao poder em 2008, através de um golpe de Estado, sendo depois eleito nas presidenciais de 2009 e reeleito em 2014.

Em 05 de setembro, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a todas as partes que se comportassem "de maneira responsável durante e após o anúncio dos resultados" das eleições, que contaram com um recorde de 98 partidos.

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