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Sudão do Sul paga ao Sudão indemnização por perda de receitas de petróleo

O Sudão do Sul anunciou hoje que pagará ao Sudão mil milhões de dólares, um terço das indemnizações devidas a Cartum pelas perdas de receitas desde a separação em 2011 e que o jovem país ainda não conseguiu pagar.

Sudão do Sul paga ao Sudão indemnização por perda de receitas de petróleo
Notícias ao Minuto

22:11 - 12/09/18 por Lusa

Mundo Decisão

O ministro do Petróleo sul-sudanês, Ezikiel Lul Gatkouth, disse à agência de notícias espanhola, Efe, que o executivo de Juba se comprometeu a pagar um total de três mil milhões de dólares (cerca de 2.580 milhões de euros) "como compensação pela perda de 75% das receitas do petróleo, depois da separação do Sudão do Sul".

O governante destacou que o Governo sul-sudanês já pagou uma "grande parte" das suas dívidas e só falta restituir mil milhões de dólares (cerca de 860 milhões de euros), que não foram entregues até agora devido à guerra civil que atinge o Sudão do Sul desde 2013 e que tem impedido o país de cumprir as suas obrigações.

O ministro referiu que as indemnizações foram definidas no âmbito de um acordo de cooperação alcançado entre os dois países na capital etíope, Adis Abeba, em 2012.

O conflito armado no Sudão do Sul, em finais de 2013, afetou as instalações e exportações de petróleo, cuja produção baixou de 350 mil para 150 mil barris diários nos últimos anos.

Após a assinatura de um acordo de paz entre o Presidente e o líder da oposição do Sudão do Sul, em agosto passado, Juba retomou em 02 de setembro o bombeamento de petróleo através do Sudão, após cinco anos de suspensão devido ao conflito interno e às tensões com o Estado vizinho.

O Sudão do Sul vê-se obrigado a exportar petróleo pelos oleodutos do seu vizinho, porque não dispõe das infraestruturas necessárias para tal, apesar de a maior parte das reservas de crude se encontrarem no seu território, um dos motivos por que Cartum rejeitava a secessão.

Em 2012, o Governo de Juba aceitou pagar uma quota de 9,48 dólares por cada barril que transite pelos oleodutos do Sudão e, apesar de este país ter tentado renegociar essa cifra em alta, ainda permanece em vigor o preço acordado há seis anos.

Em fevereiro passado também foram reativadas as trocas comerciais através das travessias fronteiriças entre os dois países, cujas relações melhoraram recentemente e Cartum ajudou a mediar o acordo de paz alcançado entre o Governo, liderado por Salva Kiir, e o líder da principal fação opositora, Riek Machar.

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