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A despedida de Juncker dos discursos sobre o Estado da União

O Presidente da Comissão Europeia pronuncia hoje, perante o Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, o seu último discurso sobre o Estado da União, oito meses antes das eleições para escolher um novo executivo comunitário.

A despedida de Juncker dos discursos sobre o Estado da União
Notícias ao Minuto

06:50 - 12/09/18 por Notícias Ao Minuto com Lusa

Mundo Comissão Europeia

O reforço do corpo permanente da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (FRONTEX), dotando-o de 10.000 agentes até 2020, de modo a melhor proteger as fronteiras exteriores da União Europeia, foi uma das principais medidas anunciadas esta quarta-feira por Jean-Claude Juncker

Naquele que foi o seu último discurso do Estado da União, o presidente da Comissão Europeia pronunciou-se ainda a favor da supressão da mudança da hora; disse querer uma Procuradoria Europeia a combater o terrorismo; apelou à rejeição de nacionalismos que procuram culpados; propôs uma nova "Aliança África-Europa"; e apelou à abolição das fronteiras internas na União Europeia.

Recusando encarar o seu quarto e último discurso sobre o Estado da União como "um testamento", o político luxemburguês fez um balanço dos últimos 12 meses e apresentou as diretrizes para os próximos, com a situação na Síria a ocupar também um lugar central no discurso.

Embora o mandato da atual Comissão Europeia só expire no final de outubro de 2019, Juncker já não deverá proferir o discurso do Estado da União em setembro do próximo ano, altura em que se estará a processar a transição do atual para o futuro executivo comunitário (tal como sucedeu em setembro de 2014, quando José Manuel Durão Barroso, ainda em funções, já não discursou, uma vez que Jean-Claude Juncker era já o presidente eleito, após a vitória do Partido Popular Europeu nas eleições europeias de maio desse ano).

Instituído em 2010, após a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, o primeiro discurso sobre o Estado da União Europeia foi proferido em Estrasburgo por Durão Barroso, um ano após a sua reeleição para um segundo mandato à frente da Comissão Europeia.

O discurso do Estado da União teve início às 9h00 locais (menos uma hora em Lisboa), seguindo-se um debate com os eurodeputados, em jeito de balanço dos resultados da 'Comissão Juncker' até à data, para lá da discussão sobre as prioridades a alcançar pelo bloco comunitário antes das eleições europeias, agendadas para maio de 2019, e da qual resultarão um novo Parlamento Europeu e um novo executivo comunitário.

Este será também o último discurso do Estado da União a 28, uma vez que o Reino Unido vai sair do bloco comunitário a 29 de março de 2019.

[Notícia atualizada às 11h30]

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